Operação Marquês retoma a 22 de junho

Debate instrutório do processo que envolve José Sócrates tinha sido interrompido em março, devido à pandemia. Ivo Rosa já avisou que sessões retomam a 22, 24, 26 de junho e 1 e 3 de julho.

O debate instrutório da Operação Marquês retoma a 22 de junho, depois do adiamento em março, devido ao coronavírus. O juiz de instrução Ivo Rosa já marcou as próximas datas para as alegações das defesas dos arguidos. Para além do dia 22, estão ainda marcadas sessões para os dias 24 e 26 de junho e 1 e 3 de julho, a decorrer no Campus de Justiça, em Lisboa.

O debate instrutório começou em março e contou com as alegações da defesa de Bárbara Vara, Armando Vara, Zeinal Bava, Henrique Granadeiro, Sofia Fava e Rui Mão de Ferro. Agora, será a vez das defesas de José Sócrates, Carlos Santos Silva, Joaquim Barroca, Helder Bataglia, Rui Horta e Costa e Ricardo Salgado apresentarem as suas alegações.

Vários dos 19 arguidos que pediram a abertura da fase de instrução invocaram nulidades e refutaram os crimes económico-financeiros de que estão acusados.

Durante o seu depoimento na fase de instrução, José Sócrates reiterou que a acusação é “monstruosa, injusta e completamente absurda” e mostrou-se muito satisfeito como as coisas estavam a correr.

José Sócrates, que esteve preso preventivamente durante dez meses e depois em prisão domiciliária, está acusado de três crimes de corrupção passiva de titular de cargo político, 16 de branqueamento de capitais, nove de falsificação de documentos e três de fraude fiscal qualificada.

A acusação sustenta que Sócrates recebeu cerca de 34 milhões de euros, entre 2006 e 2015, a troco de favorecimentos a interesses do ex-banqueiro Ricardo Salgado no Grupo Espírito Santos e na PT, bem como por garantir a concessão de financiamento da Caixa Geral de Depósitos ao empreendimento Vale do Lobo, no Algarve, e por favorecer negócios do Grupo Lena.

O Ministério Público imputou a 28 arguidos, 19 pessoas e nove empresas, um total de 188 crimes.

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