BE critica “discriminação” do ensino profissional e quer computadores para esses alunos

Catarina Martins disse haver "discriminação" dos alunos do ensino profissional, por não terem acesso ao apoio dos portáteis previsto para os restantes. E criticou o "atraso" na entrega dos mesmos.

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) considera haver “discriminação” dos alunos do ensino profissional face aos restantes, visto estes não terem acesso aos computadores que estão a ser emprestados pelo Governo por causa do ensino à distância. Catarina Martins critica ainda o “atraso” na distribuição desses equipamentos e na implementação da tarifa social de internet.

“Sabemos que está muito atrasado o plano de entrega de computadores às escolas, para que os alunos que precisam desse apoio o possam ter em casa. Não foi preparado a tempo este ensino não presencial. Temos dificuldade em compreender este atraso, porque já se sabia que este ano letivo iria ter esta dificuldade”, afirmou a responsável.

Catarina Martins disse ainda que há “o problema do atraso na tarifa social da internet” e que “há aqui um esforço financeiro muito grande” para as famílias. A medida foi prometida pelo Executivo em abril do ano passado, mas o Diário de Notícias noticiou esta segunda-feira que só deverá chegar ao terreno no segundo semestre de 2021.

Para a coordenadora bloquista, estas medidas já estavam previstas no ano passado, pelo que é “estranho que nada disso tenha sido implementado”, indicou. Desta feita, considerou então haver “discriminação” sobre o ensino profissional, “por não ter sequer acesso aos apoios que estão pensados para os outros alunos”.

“Não se percebe como não têm acesso a computadores. O ensino profissional acaba por ser opção para famílias com menores rendimentos. Ao excluir-se estas famílias do apoio ao computador, está-se a discriminar estes jovens. Do nosso ponto de vista não tem nenhum sentido”, rematou Catarina Martins.

Além disto, a coordenadora do BE destacou a importância de se retomar o ensino presencial assim que possível, a começar pelas camadas mais novas, como as creches, ensino pré-escolar e primeiro ciclo. “Teremos amanhã dados novos dos epidemiologistas. Iremos ouvi-los com muita atenção”, revelou.

Para o partido de esquerda, o regresso às aulas presenciais exigirá “o desdobramento de turmas” e a contratação de “mais pessoal”. Além disso, o BE defende a implementação de rastreios à Covid-19 nos estabelecimentos de ensino, para despistagem mais rápida de eventuais surtos.

Sobre as medidas de apoio às famílias, Catarina Martins insistiu que o apoio aos pais que fiquem em casa a cuidar dos filhos passe para 100%, sem o corte previsto de um terço nos rendimentos, que torna “impossível” o sustento de algumas famílias monoparentais. Além disso, o partido propõe que a medida esteja ao alcance mesmo dos pais que estejam em regime de teletrabalho, para que estes possam “também optar por dar apoio aos filhos”.

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