Leia aqui a versão atualizada do Plano de Recuperação e Resiliência

  • ECO
  • 16 Fevereiro 2021

O documento passou de 66 páginas para 147 páginas e, ainda assim, é um resumo da versão final que será enviada para a Comissão Europeia após a consulta pública.

O Governo divulgou na madrugada desta terça-feira a versão atualizada do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Este é um resumo de 147 páginas da versão final e mais longa que será enviada para passar no crivo da Comissão Europeia e representa uma evolução face ao esboço de 66 páginas apresentado em outubro do ano passado. Neste documento prevê-se que Portugal venha a receber 13,9 mil milhões de euros em subvenções e o recurso a empréstimos no valor de 2,7 mil milhões de euros do Mecanismo de Recuperação e Resiliência (MRR).

O documento estará em consulta pública durante duas semanas para a qual os cidadãos, as empresas e outras entidades da sociedade civil poderão contribuir. Aliás, António Costa exorta a isso mesmo: “Dê o seu contributo para o futuro de Portugal”, escreveu no Twitter.

A versão final deverá ser enviada no final deste mês com Portugal, que assume este semestre a presidência do Conselho da União Europeia, a querer dar o exemplo aos outros Estados-membros para que este processo acelere. A Comissão Europeia tem dois meses para avaliar os PRR e, posteriormente, o Conselho Europeu terá um mês para os aprovar. Só depois é que o dinheiro começará a sair de Bruxelas para as capitais europeias.

Entre as novidades do documento está a opção do Governo português de recorrer menos aos empréstimos, um projeto transfronteiriço com Espanha para criar uma indústria à volta do lítio e das baterias e os objetivos de dar 100 mil cheques a famílias carenciadas para combater a pobreza energética e de adquirir 260 mil computadores para as escolas.

Leia aqui a versão atualizada do Plano de Recuperação e Resiliência:

Apoie o jornalismo económico independente. Contribua

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso. O acesso às notícias do ECO é (ainda) livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo rigoroso e credível, mas não só. É continuar a informar apesar do confinamento, é continuar a escrutinar as decisões políticas quando tudo parece descontrolado.

Introduza um valor

Valor mínimo 5€. Após confirmação será gerada uma referência Multibanco.

Comentários ({{ total }})

Leia aqui a versão atualizada do Plano de Recuperação e Resiliência

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião