Tribunal Constitucional impede coligação PSD/CDS de usar o nome AD
O Tribunal Constitucional (TC) chumbou o nome da coligação pré-eleitoral que junta PSD e CDS, mas deixa o PPM de fora, quando em 2024 o partido de Gonçalo da Câmara Pereira fazia parte da mesma.
O Tribunal Constitucional chumbou o nome da coligação PSD/CDS, que na corrida às eleições legislativas antecipadas de maio deixou de fora o Partido Popular Monárquico (PPM), avança a revista Visão. Assim, os dois partidos ficam impedidos de concorrer sob o nome Aliança Democrática (AD), visto que, segundo a juíza relatora, “manter a sigla era suscetível de induzir em erro o eleitor, fazendo-o acreditar estar perante a mesma coligação que incluía os monárquicos [nas eleições de 2024]”.
O PPM tinha contestado junto dos juízes do Palácio Ratton contra o uso da designação “Aliança Democrática” pelo PSD e o CDS, pelo facto de a coligação pré-eleitoral já não incluir aquele partido, na corrida às legislativas de 18 de maio. Face a esta contestação, a solução de PSD e CDS foi manterem-se coligados e mudar o nome para “AD – Aliança Democrática – PSD/CDS”. Mas a mudança não convenceu o partido liderado por Gonçalo da Câmara Pereira, que se dizia estar a ser “gravemente lesado”.
Apesar de não ter sido uma decisão unânime, “a maioria” dos juízes do Palácio Ratton “acabou por aprovar o projeto de acórdão” que impede PSD e CDS de serem a AD.
A decisão surge depois de, na semana passada, o secretário-geral do PSD, Hugo Soares, ter defendido que “não há nada que impeça a utilização da nomenclatura AD do ponto de vista desta candidatura”. No entanto, o líder do PPM assegurava que a sigla não podia ser usada.
“Nos próximos dias, os senhores serão informados qual será o nome da coligação que vai ser registada, mas quero apenas dizer que do ponto de vista jurídico, formal, constitucional não há nenhum problema. (…) Como o país sabe, esta é a candidatura da AD, nós somos a AD”, afirmou então o secretário-geral do PSD.
Agora, o PSD e o CDS terão de encontrar outra designação, numa altura em que todas as sondagens têm sido feitas usando o nome AD para apurar o sentido do voto dos inquiridos.
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