Saldo comercial da UE recua mais de 50%, mas regista excedente com EUA
Entre abril e junho, o excedente do bloco no comércio de mercadorias caiu em 29 mil milhões de euros, após quedas de 3,4% nas exportações e de 7,1% nas importações.
O saldo da balança comercial de bens da União Europeia (UE) foi de 26 mil milhões de euros no segundo trimestre deste ano, contra 55 mil milhões de euros nos três meses anteriores, segundo os dados divulgados esta terça-feira pelo Eurostat.
Em causa está uma descida do excedente em 29 mil milhões de euros (isto é, de 52,7%), que se deve a uma quebra de 3,4% das exportações de bens para países terceiros, que entre janeiro e março tinham atingido o seu pico máximo devido à ameaça de tarifas. Já as importações caíram 7,1%.

“A ameaça de uma guerra comercial entre os Estados Unidos e a UE provocou um forte aumento das importações e, especialmente, das exportações no primeiro trimestre de 2025. No entanto, no segundo trimestre, as exportações da UE diminuíram 3,4%, enquanto as importações caíram 7,1%. Consequentemente, a balança comercial da UE em bens passou de um excedente de 55 mil milhões de euros no primeiro trimestre de 2025 para 26 mil milhões de euros no segundo trimestre de 2025″, indica o gabinete estatístico.
Nas exportações, as maiores quedas verificaram-se nos setores de energia e produtos químicos e materiais conexos, o que se “deveu, em grande parte, a um pico nas exportações para os EUA” nos primeiros três meses do ano. As importações, por seu lado, diminuíram mais no setor de energia.
Entre abril e junho, os excedentes registados em produtos químicos e materiais conexos, máquinas e veículos, produtos alimentares e bebidas e outros bens foram superiores aos défices combinados de energia, matérias-primas e outros produtos manufaturados. A maior queda foi observada nos produtos químicos, cujo excedente caiu de um pico de 90,9 mil milhões de euros no primeiro trimestre para 60,3 mil milhões no segundo trimestre.
Dos seis principais parceiros comerciais da UE, destaca-se o grande excedente com os EUA, cujo maior contributo foi proveniente das máquinas e veículos (20,46 mil milhões de euros) e dos produtos químicos e materiais conexos (24,87 mil milhões de euros). Em contrapartida, a UE registou um grande défice com a China, causado, sobretudo, pelas categorias das máquinas e veículos (51,91 mil milhões) e outros produtos manufaturados (36,85 mil milhões).

Por fim, o Eurostat assinala ainda a descida da quota da Rússia nas importações de energia da UE de 27,3% no primeiro trimestre de 2020 para 4,1% no segundo trimestre deste ano.
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