Hoje nas notícias: Programa Regressar, crise francesa e estrangeiros

  • ECO
  • 28 Agosto 2025

Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.

O Programa Regressar atingiu um recorde de 2.851 apoios pedidos na primeira metade deste ano. França é o segundo maior cliente das exportações portuguesas e o quarto maior investidor, pelo que a queda do seu Governo pode ser um problema de 30 mil milhões de euros para Portugal. Conheça as notícias em destaque na imprensa nacional esta quinta-feira.

Programa Regressar atinge recorde em 2025. Benefício fiscal vale já 48 milhões

O número de emigrantes a voltar para Portugal com o apoio do Programa Regressar nunca foi tão alto. Só nos primeiros seis meses deste ano já havia mais 30% de candidatos do que no mesmo período de 2024. Ao todo, 2.851 pessoas já tinham pedido este apoio entre janeiro e junho — o equivalente a 15% de todas as candidaturas submetidas desde que foi criado em 2019 e o valor semestral mais alto até aqui registado. Segundo dados do Ministério das Finanças, o benefício fiscal em sede de IRS assegurado por este programa — que foi criado pelo Governo de António Costa em 2019 com o objetivo de incentivar o regresso dos emigrantes portugueses e lusodescendentes que saíram do país, em especial durante o período da troika — ascende a 48,4 milhões de euros.

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Crise em França é um problema direto de 30 mil milhões de euros para Portugal

A queda do Governo em França, a concretizar-se, representa um problema grave para a Zona Euro e em especial para Portugal. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Banco de Portugal (BdP) relativos a 2024, a economia gaulesa é o segundo maior cliente das exportações nacionais (comprou a Portugal quase 16 mil milhões de euros em bens e serviços, turismo incluído), sendo ainda o quarto maior investidor estrangeiro, com interesses parqueados em Portugal avaliados em 15,4 mil milhões de euros. É ainda uma valiosa fonte de remessas de emigrantes portugueses (só no ano passado, foram mais de 1,1 mil milhões de euros enviados). Portanto, percebe-se, a exposição direta de Portugal a uma crise mais grave em França ultrapassa facilmente 30 mil milhões de euros, e isto sem contar com eventuais ondas de choque que uma crise orçamental, económica e social francesa pode ter no ambiente das taxas de juro e na estabilidade da Zona Euro como um todo.

Leia a notícia completa no Diário de Notícias (acesso pago)

Estrangeiros: nove em cada dez empregos só pagam até mil euros

Por cada dez postos de trabalho ocupados por trabalhadores estrangeiros, há nove nos quais as remunerações não vão além dos mil euros, segundo dados do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. Ao certo, 87%, ou cerca de 1,2 milhões dos vínculos laborais mantidos por trabalhadores de nacionalidade estrangeira com empresas em Portugal remuneram apenas até essa fasquia, considerando os salários médios declarados ao longo do ano passado à Segurança Social e excluindo formas de retribuição não permanentes. Em contrapartida, são então apenas 13%, ou 179.488, os empregos de estrangeiros que pagam acima desse valor.

Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (acesso pago)

100 mil professores vão aposentar-se nos próximos 25 anos

O secretário-geral da Fenprof, José Feliciano Costa, disse que o ministro da Educação revelou, na reunião desta quarta-feira com os sindicatos, que vão aposentar-se cerca de quatro mil professores por ano nos próximos 25 anos, num total de 100 mil, segundo um estudo da Universidade Nova de Lisboa. Em julho, Fernando Alexandre tinha anunciado, também com base num estudo da Nova, que sairiam quatro mil professores por ano na próxima década, num total de 40 mil. Estes novos dados indicam que esse movimento vai durar, afinal, 25 anos e sempre ao mesmo ritmo.

Leia a notícia completa no Correio da Manhã (acesso pago)

A única empresa pública de gestão florestal falhou objetivos e está sem presidente há seis meses

A Florestgal — a primeira e única empresa pública do país vocacionada para gestão de florestas, criada na sequência dos grandes incêndios de 2017 — viu o seu presidente renunciar ao cargo no início do ano, mas este ainda não foi substituído. Além disso, tem tido um crescimento lento, muito longe ainda dos objetivos preconizados. A pandemia atrasou alguns planos e, por isso, a empresa chegou a 2024 com exatamente o mesmo número de propriedades que tinha à nascença. A empresa tem um património de 37 milhões de euros e em 2024 um resultado positivo de gestão de mais de quatro milhões, resultante de rendas e da venda de produtos florestais.

Leia a notícia completa no Diário de Notícias (acesso indisponível)

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