Lucro da Ibersol desce 11% para 1,6 milhões no primeiro semestre

As receitas do grupo Ibersol, que tinha 555 restaurantes no final de junho, subiram 17,8% até março com a integração das unidades KFC que pertenciam à espanhola NRS.

A Ibersol fechou a primeira metade do ano com um resultado líquido das operações continuadas de 1,6 milhões de euros, menos 11% que os 1,8 milhões registados até junho de 2024, adiantou a empresa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O volume de negócios cresceu 17,8%, para 246,7 milhões de euros, “sendo que metade deste crescimento se deve à integração das unidades KFC via aquisição da NRS em julho de 2024”, explica a empresa.

O EBITDA subiu perto de 23,1% para 57 milhões de euros, com uma margem de EBITDA de 23,1%. O resultado financeiro líquido do primeiro semestre foi negativo em 7,6 milhões de euros, menos 3,1 milhões de euros face ao registado em igual período de 2024, uma quebra justificada pelo aumento dos juros das locações e redução de rendimentos financeiros.

“Se excluirmos o efeito da incorporação da NRS e os impactos da aplicação das normas IFRS16 aos contratos mais antigos da concessão de Barcelona, a margem de EBITDA seria de 23,8% no 1º Semestre de 2025, idêntica à registada em igual período de 2024”, acrescenta a empresa em comunicado.

No final do primeiro semestre, a empresa contava com 555 unidades (503 próprias e 52 franquiadas). Até ao final de junho, a Ibersol vendeu o último restaurante Burger King, fechou em Portugal a Pasta Caffé, encerrou em definitivo três franquiados em Espanha (Pans, Ribs e Santamaria), abriu um Taco Bell em Portugal e inaugurou dois Pret a Manger no país vizinho (aeroportos de Málaga e Barcelona), um KFC e outros dois restaurantes no aeroporto de Barcelona.

A dívida líquida ascendia a 180,6 milhões de euros em junho, o que representa um aumento de 4,4 milhões de euros face ao valor no final de 2024 (176,2 milhões de euros), dos quais 267,7 milhões correspondem às responsabilidades com locações, detalha a empresa.

Em termos de perspetivas futuras, o grupo liderado por António Pinto de Sousa e Alberto Teixeira realça que “a situação geopolítica, a substancial alteração comercial iniciada pelos Estados Unidos da América e a manutenção dos conflitos no Médio Oriente e na Ucrânia continuam a gerar incerteza sobre o futuro e a segurança da Europa, com potenciais efeitos negativos na confiança dos consumidores”.

Ainda assim, a empresa acredita que “os mercados do sul da Europa, mais expostos ao turismo, continuarão a evidenciar uma maior resiliência face a um abrandamento natural no consumo”.

“Ainda em 2025, é expectável a publicação dos termos do concurso do Aeroporto de Lisboa e no dia 9 de setembro foi anunciada a abertura do concurso de 49 restaurantes no Aeroporto de Barcelona“, prevê o grupo. A Ibersol antecipa ainda dar continuidade aos planos de expansão das marcas KFC, Taco Bell e Pret A Manger.

(Notícia atualizada às 18h05)

 

 

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