Lei laboral. PCP acusa PS de tentar justificar “participação ativa” no OE2026

  • Lusa
  • 17 Setembro 2025

Paulo Raimundo lembra o PS que "nenhum pacote laboral está no âmbito da discussão" do OE2026 e que as declarações de Carneiro só servem para "justificar a sua participação ativa" neste OE.

O secretário-geral do PCP afirmou esta quarta-feira que as alterações à lei laboral, intituladas de “Trabalho XXI”, foram feitas “à moda do século XIX”, e acusou o PS de tentar justificar a sua “participação ativa” no orçamento.

“Precisamos da vida dos trabalhadores a avançar, e precisamos de um país a avançar, e com este pacote laboral é só o retrocesso. Um pacote laboral que se intitula, de forma um bocadinho provocatória, de ‘Trabalho XXI’, mas que no fundo é ‘Trabalho XXI’ à moda dos direitos de trabalho do século XIX”, acusou Paulo Raimundo.

O secretário-geral comunista falava à agência Lusa à margem de um encontro com a CGTP-IN, na sede desta confederação sindical, após questionado sobre as declarações do líder do PS, que defendeu que o próximo Orçamento do Estado não deve refletir alterações à lei laboral, afetar o SNS nem a Segurança Social, considerando esse o “ponto de partida” para o diálogo com o Governo.

Convenhamos que essa afirmação de que o pacote laboral não pode estar no Orçamento é uma afirmação um bocadinho coxa, no mínimo, porque nenhum pacote laboral está no âmbito da discussão do Orçamento do Estado, portanto isso talvez seja uma forma que o PS está a encontrar para justificar a sua participação ativa na discussão do Orçamento, que não serve ao país”, acusou.

Raimundo desvalorizou o facto de o PCP não ter sido convocado para uma reunião em São Bento, residência oficial do primeiro-ministro, sobre a proposta orçamental à semelhança de Chega, PS e IL, afirmando que não necessita de um encontro “para perceber o que é que o Governo quer”.

Na ótica do PCP, o executivo pretende “desmantelar o Serviço Nacional de Saúde, continuar a atacar os serviços públicos, continuar a transferir recursos públicos para as mãos dos grupos económicos, nomeadamente com a descida do IRC”.

“O Governo quer uma política aos serviços dos grupos económicos, contra a vontade, contra as necessidades da maioria. E quem se alinhar com este objetivo vai ter de responder perante o país sobre as suas opções”, advertiu. Paulo Raimundo voltou a considerar “curiosas” as “cotoveladas entre PS e Chega para ver quem é o melhor parceiro para discutir com o Governo um orçamento que não serve ao país”.

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