Juros da casa descem há 19 meses para mínimos de mais de dois anos
Refletindo a queda da Euribor, as taxas de juro dos empréstimos da casa continuam a aliviar no bolso das famílias. Em agosto cederam para o valor mais baixo desde abril de 2023.
Os encargos com o crédito da casa continuam a aliviar. Os juros dos empréstimos à habitação cederam em agosto pelo 19.º mês seguido e atingiram um mínimo de mais de dois anos.
A taxa de juro implícita nos contratos de crédito da casa baixou 0,078 pontos percentuais para 3,307% no mês passado, o que corresponde ao valor mais baixo desde abril de 2023, de acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Desde que atingiu o pico em janeiro de 2024, perto dos 4,7%, as taxas associadas à generalidade dos empréstimos à habitação já aliviaram 1,35 pontos percentuais, traduzindo-se numa importante redução da prestação mensal para as famílias.
Juros dos empréstimos cedem
Fonte: INE
A redução ininterrupta dos juros da habitação acompanham a tendência de alívio das Euribor, as taxas que os bancos usam nos empréstimos entre si e que são usadas no cálculo da prestação da casa, por conta do desaperto da política monetária do Banco Central Europeu (BCE). Desde o verão passado que o BCE tem vindo a baixas as taxas de referência para a Zona Euro devido ao desagravamento das pressões inflacionistas. Nas últimas duas reuniões deixou de reduzir os juros, ainda assim.
Em todo o caso, os juros cedem tanto nos contratos celebrados nos últimos três meses, como nos contratos fechados nos últimos seis e 12 meses, segundo o INE.
Apesar da descida das taxas, a prestação média voltou a estabilizar nos 394 euros em agosto, o mesmo valor dos dois meses anteriores, sendo que o peso dos juros voltou a aliviar na fatura. Em agosto, do valor da prestação, 199 euros corresponderam à parcela de juros (-3 euros em relação ao mês anterior), enquanto o capital amortizado foi de 195 euros (+3 euros).
Por seu turno, o capital médio em dívida voltou a subir para os 72.862 euros, mais 592 euros face a julho.
(notícia atualizada às 11h30)
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