Otimismo com corte nas taxas da Fed leva ouro a novo máximo histórico acima dos 4.200 dólares
No arranque da sessão desta quarta-feira, o ouro já atingiu um novo máximo histórico, ao ultrapassar os 4.200 dólares por onça, impulsionado pelo otimismo com mais cortes das taxas de juro pela Fed.
O ouro continua a prolongar a sua tendência ascendente, tendo ultrapassado esta quarta-feira, pela primeira vez, os 4.200 dólares por onça. A valorização do metal dourado deve-se, sobretudo, às expectativas de mais cortes nas taxas de juro dos EUA face à incerteza económica e geopolítica mais ampla, que está a levar os investidores a comprar ouro como refúgio seguro.
Cerca das 12h30, o preço do ouro subia 1,3%, para 4.200,13 dólares por onça, após ter atingido um recorde de 4.217,95 dólares (3.627,99 euros à taxa de câmbio atual) no início das negociações esta quarta-feira.
Desde o início do ano, o ouro já valorizou cerca de 58%, impulsionado por incertezas geopolíticas e económicas, expectativas de cortes nas taxas de juro nos EUA, fortes compras por parte dos bancos centrais, uma tendência mais ampla de desdolarização e robustos influxos de fundos negociados em bolsa.
“O prolongamento da paralisação do governo dos EUA, comentários mais dovish [menos agressivos] por parte de funcionários da Reserva Federal e a escalada contínua das tensões comerciais entre os EUA e a China devem apoiar novos ganhos nos preços do ouro. Alcançar o nível de 5.000 dólares não parece impossível a médio e longo prazo“, disse o analista da ActivTrades, Ricardo Evangelista, citado pela Reuters.
O dólar norte-americano caiu face a uma cesta de moedas esta quarta-feira, após comentários do presidente da Fed, Jerome Powell, que reforçaram as apostas numa série de cortes nas taxas de juros nos próximos meses. As estimativas apontam para um corte de 25 pontos base em outubro e outro em dezembro.
Entretanto, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Washington está a considerar cortar algumas relações comerciais com a China, depois de ambos os países terem começado a impor taxas recíprocas na terça-feira.
Os mercados também estão a acompanhar de perto os riscos relacionados com a paralisação do Governo nos Estados Unidos.
O ouro, tradicionalmente visto como uma proteção contra a incerteza política e económica e a inflação, também tende a ter um bom desempenho em ambientes de taxas de juro baixas. “Esperamos que a alta do ouro continue”, disse Soni Kumari, estrategista de commodities do ANZ.
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