Portagens poderão subir 2,3% em 2026
Estimativa rápida da inflação mostra desaceleração em outubro, pelo segundo mês consecutivo. Leitura do INE permite ainda calcular o provável aumento das portagens no próximo ano.
A taxa de inflação homóloga em Portugal desacelerou para 2,3% neste mês de outubro, segundo a estimativa rápida divulgada esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que permite também apurar uma provável subida de 2,3% das portagens no próximo ano. Já a taxa de inflação subjacente acelerou ligeiramente, para 2,1%.
Setembro interrompeu um ciclo de cinco meses consecutivos de subida da taxa homóloga de inflação, com o indicador a desacelerar para 2,4%, face aos 2,76% do mês anterior. Agora, em outubro, a taxa terá abrandado pelo segundo mês seguido, em 0,1 pontos percentuais, de acordo com o INE.
A leitura final, que será divulgada no dia 12 de novembro, permitirá ainda confirmar outra notícia: que os concessionários de autoestradas em Portugal poderão aumentar os preços das portagens em 2,3% no próximo ano.
Isto porque a inflação excluindo a habitação ter-se-á fixado em 2,2%, a que acrescem 0,1 pontos percentuais, conforme foi negociado e acordado em 2023, quando o então Governo de António Costa teve de intervir para travar um aumento muito significativo dos custos das portagens, devido ao surto inflacionista provocado pela invasão da Ucrânia pela Rússia. Este agravamento deverá manter-se até à atualização de 2027, inclusive.
Por lei, as concessionárias de autoestradas têm de entregar ao Governo, até 15 de novembro, a sua proposta para a revisão das portagens para entrar em vigor a 1 de janeiro do ano seguinte, tendo o Estado 30 dias para se pronunciar. Só então ficará definido o aumento específico para cada autoestrada ou troço.
Índice de Preços no Consumidor (taxas de variação):

Inflação subjacente acelera ligeiramente
Na inflação subjacente, que mede a evolução dos preços sem contabilizar os produtos alimentares não transformados e os produtos energéticos, a tendência é a inversa: a taxa de 2,1% representa um acelerar de 0,1 pontos percentuais face aos 1,9% do mês anterior.
Analisando apenas os produtos energéticos, os preços evoluíram de uma subida de 0,3% em setembro, em termos homólogos, para uma queda de 1,2% em outubro. Já os produtos alimentares não transformados passaram de uma subida de 7% no mês passado para uma subida de 6,1% no mês que agora termina.
Na análise em cadeia, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) teve uma variação nula, estima o instituto, enquanto a variação média dos últimos 12 meses terá sido de 2,4%, em linha com o mês anterior.
(Notícia atualizada pela última vez às 10h06)
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