Cerealis na corrida à compra do negócio de massas da espanhola Cerealto
Os turcos da Ulusoy também estarão interessados nesta divisão da Cerealto, a antiga Siro, de acordo com o jornal espanhol Expansión.
O grupo Cerealis, liderado por Pedro Moreira da Silva, está na corrida à compra do negócio de massas alimentícias da concorrente espanhola Cerealto, avança esta segunda-feira o Expansión. A disputa pela divisão da fabricante de bolachas, cereais e snacks faz-se com a Ulusoy, a maior produtora de farinha da Turquia.
A assessorar o processo de venda está o banco BBVA, de acordo com o jornal espanhol. O negócio de massas da Cerealto representa 19% da receita total do grupo com sede em Venta de Baños, no município de Palência. Contactada pelo ECO, a Cerealis – detentora das marcas Milaneza, Nacional ou Napolitana – não quis prestar comentários.
Quanto à Ulusoy, é uma empresa com histórico de parcerias com a Cerealto, uma vez que a empresa espanhola lhe vendeu a divisão de massas em Itália, a Pastificio Mediterranea em 2024. O plano em análise pelos turcos abrange mesmo a possibilidade de se estabelecerem em Espanha através de um projeto de integração vertical em Venta de Baños.
À parte estas negociações, a Cerealto está prestes a garantir cerca de 100 milhões de euros em empréstimos bancários, dos quais irá alocar aproximadamente 50 milhões de euros para remunerar os seus acionistas, incluindo a Davidson Kempner e a Afendis, através do pagamento de um empréstimo concedido aquando da aquisição, em 2022.
A Cerealto, antiga Siro, tem um volume de negócios anual de cerca de 530 milhões de euros. Há cerca de um ano, dividiu a área de massas numa sociedade designada Cerealto Pasta VB3.
Dona da Milaneza comprou massas na Chéquia
A Cerealis tem estado a investir nas massas. Em setembro do ano passado, chegou a acordo para a compra da totalidade do capital da gigante Europasta, fabricante de massas alimentícias da Chéquia.
A empresa da Maia, que é uma das maiores empresas portuguesas do setor agroalimentar, tinha já assumido o controlo acionista da Europasta ao aumentar a sua participação de 33,33% para 58,33% no capital da empresa checa, com receitas de aproximadamente 70 milhões de euros.
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