Ex-comissário europeu da Justiça Didier Reynders acusado de branqueamento de capitais
A investigação a Didier Reynders detetou transações suspeitas envolvendo grandes somas de dinheiro utilizadas para a compra de bilhetes de lotaria online.
O ex-comissário europeu da Justiça Didier Reynders, desde dezembro de 2024 sob investigação por alegado branqueamento de capitais, foi formalmente acusado desse crime e de “outro ou outros” não-especificados, noticiou esta terça-feira a imprensa belga.
Segundo os jornais Le Soir, Le Vif, De Standaard e a plataforma de jornalismo de investigação Follow The Money, a acusação foi efetuada a 16 de outubro, depois de o político belga ter sido interrogado por um juiz de instrução. A mulher de Reynders, Bernadette Prignon, juíza honorária do Tribunal de Recurso de Liège, na Bélgica, foi interrogada pouco depois do marido, mas não foi até agora acusada, informou o diário Le Soir.
Nenhum dos dois quis fazer declarações à imprensa, acrescentou o vespertino. A acusação formal não elimina a presunção de inocência, mas significa que o juiz de instrução considera que existem provas convincentes de culpa. Além disso, garante ao suspeito direitos como a possibilidade de solicitar acesso ao processo.
O político belga, que também ocupou os cargos de ministro das Finanças (1999-2011) e ministro dos Negócios Estrangeiros (2011-2019), foi comissário europeu até 30 de novembro de 2024.
Começou a ser investigado após uma denúncia apresentada pela Unidade de Processamento de Informação Financeira (CTIF) e pela Lotaria Nacional da Bélgica, que detetaram transações suspeitas envolvendo grandes somas de dinheiro utilizadas para a compra de bilhetes de lotaria online.
Em agosto passado, veio também a público que o Ministério Público belga tinha aberto uma investigação ao Banco ING na Bélgica por possível tráfico de influências no âmbito do caso de alegado branqueamento de capitais.
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