Caixa obtém lucro recorde de 1,4 mil milhões até setembro
Apesar da descida da margem financeira, o banco do Estado aumentou resultados em 2% nos primeiros nove meses do ano. Lucrou 1,4 mil milhões, um novo recorde.
Apesar da descida das taxas de juro, que está a penalizar a margem financeira, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) obteve um novo resultado recorde: lucrou 1,4 mil milhões de euros até setembro, uma subida de 2,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
A margem financeira caiu quase 10% milhões de euros para 1,91 mil milhões penalizada pelo ambiente de juros mais baixos do que no ano passado em virtude do alívio da política monetária do Banco Central Europeu (BCE) no verão de 2024. Por seu turno, as comissões estabilizaram nos 440 milhões de euros, apesar de o volume de negócios ter crescido 10%, segundo os resultados apresentados, esta quinta-feira, pelo banco liderado por Paulo Macedo.
Já os custos operacionais aumentaram ligeiramente para 810 milhões.
Que fatores contribuíram para a subida dos resultados? A reversão de provisões e imparidades que deu um contributo positivo de 280 milhões de euros e ainda a recuperação do adicional de solidariedade que o tribunal considerou inconstitucional. No caso da Caixa, foram 29 milhões de euros devolvidos pelo Estado, esclareceu o CFO, António Valente, na apresentação dos resultados.
Caixa pede reforço da garantia pública para jovens em 250 milhões
O negócio está a prosperar. A carteira de crédito em Portugal aumentou 9% para 50,9 mil milhões de euros, correspondendo a uma quota de mercado de 18%. “A Caixa faz às vezes mais crédito por mês do que já fez em apenas um ano”, frisou António Valente. A carteira de empréstimos da casa acelerou 10% para 27,5 mil milhões com a procura a ser fomentada junto do segmento jovem.
Ao abrigo da linha da garantia pública, já foram contratadas (ou estão perto de o ser) mais de 6.600 operações de crédito num total de 1,3 mil milhões de euros — já são mais de 12 mil pedidos que totalizam os 2,5 mil milhões. Paulo Macedo adiantou que a Caixa pediu um reforço da quota em 250 milhões.
Quanto aos recursos de clientes, a Caixa superou a marca dos 100 mil milhões de euros, dos quais 78,8 mil milhões correspondem a depósitos. Nos particulares o banco tem uma quota de mercado de 31,1%.
Macedo aponta a rentabilidade acima dos 15% até 2028
Além dos resultados, Paulo Macedo apresentou ainda as linhas gerais do novo plano estratégico para o período entre 2025 e 2028. E de onde se destaca a ambição de manter uma rentabilidade dos capitais próprios acima dos 15% neste período. A Caixa chegou a setembro com uma rentabilidade dos capitais próprios de 24,5%. O CEO lembrou a importância de manter um nível de rentabilidade acima do custo de capital, que ronda os 10%-12%.
Macedo também quer manter o banco a funcionar em bons níveis de eficiência, apontando a um rácio cost-to-income abaixo dos 40% – está atualmente abaixo dos 40%.
Em relação ao capital, o gestor falou numa necessidade de “otimização”. Já se sabe que o banco vai pagar um dividendo de mil milhões de euros ao Estado no próximo ano.
(notícia atualizada às 19h26)
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Caixa obtém lucro recorde de 1,4 mil milhões até setembro
{{ noCommentsLabel }}