Juros da casa caem pelo 21.º mês para mínimos de dois anos e meio

Alívio da política monetária do BCE mantém pressão sobre os juros dos empréstimos da casa. Em quase dois anos, as taxas dos contratos de crédito à habitação caíram 1,5 pontos percentuais.

Os juros dos empréstimos da casa continuam em queda. Em outubro, as taxas assinalaram o 21.º mês seguido de descidas, marcando mínimos de dois ano e meio, apesar da tendência de desaceleração cada vez mais vincada.

A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação diminuiu para 3,18% no mês passado, menos 4,8 pontos base em relação a setembro, segundo os dados revelados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Desde fevereiro do ano passado que as taxas da casa estão a cair. Neste período, as famílias beneficiaram de uma redução de quase 1,5 pontos percentuais, por conta do alívio da política monetária do Banco Central Europeu (BCE) que se está a refletir no recuo das Euribor.

Ainda assim, os sinais apontam para uma estabilização dos juros dos créditos da casa, que estão em desaceleração pelo nono mês seguido — mais uma vez, acompanhando o facto de o BCE ter parado as descidas das taxas de juro de referência.

Juros em queda

Capital em dívida dispara 40% em cinco anos

Os dados do INE mostram ainda que a prestação média atingiu os 394 euros em outubro, mais um euro em relação ao mês anterior, mas menos dez euros em relação ao mesmo mês do ano passado. Sendo que a parcela relativa a juros continua a cair — representou 194 euros da mensalidade, enquanto o capital amortizado foi de 200 euros.

Quanto ao capital em dívida, continua a subir e não há sinais de parar: em outubro aumentou 684 euros para 74.180 euros. Está a crescer desde maio de 2020, altura da pandemia, e desde então já aumentou quase 40%, ou seja, mais de 20 mil euros.

(Notícia atualizada às 11h29)

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