Embaixada portuguesa alerta para possíveis perturbações nos voos de e para Bissau
Depois do golpe de Estado em Bissau, a embaixada portuguesa recomenda aos viajantes que verifiquem o estado dos seus voos pois as rotas aéreas podem sofrer atrasos ou adiamentos.
A embaixada de Portugal em Bissau alertou esta quinta-feira para a possibilidade de adiamento de voos de e para a capital da Guiné-Bissau, recomendando que os passageiros se informem junto das companhias de transporte aéreo.
“Face à possibilidade de adiamento de voos com origem ou destino em Bissau, recomenda-se a consulta regular da informação disponibilizada pelas respetivas companhias aéreas”, lê-se numa nota publicada pela embaixada portuguesa em Bissau.
No texto, a embaixada diz ainda que “prevê retomar a normal realização dos atos consulares agendados na Secção Consular na próxima terça-feira, dia 2 de dezembro” e acrescenta que “os requerentes afetados pelo cancelamento dos seus agendamentos começarão a ser contactados com as novas datas de substituição a partir daquela data”.
A secção consular, por seu lado, “mantém-se em funcionamento para efeitos de apoio consular de emergência a cidadãos portugueses”.
A representação diplomática afirma ainda que “continua a acompanhar de perto a evolução da situação de segurança” na capital da Guiné-Bissau, na sequência do golpe de Estado, e “mantém a recomendação de prudência e vigilância, bem como a de evitar deslocações desnecessárias”.
O general Horta Inta-A foi empossado esta quinta-feira Presidente de transição da Guiné-Bissau, um dia depois de os militares terem tomado o poder no país, antecipando-se à divulgação dos resultados das eleições gerais de 23 de novembro.
Os militares anunciaram a destituição do Presidente Umaro Sissoco Embaló, suspenderam o processo eleitoral, os órgãos de comunicação social e impuseram um recolher obrigatório.
As eleições, que decorreram sem registo de incidentes, realizaram-se sem a presença do principal partido da oposição, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), e do seu candidato, Domingos Simões Pereira, excluídos da disputa e que declararam apoio ao candidato opositor Fernando Dias da Costa.
Simões Pereira foi detido e a tomada de poder pelos militares está a ser denunciada pela oposição como uma manobra para impedir a divulgação dos resultados eleitorais.
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