Lojas apontam “desafios operacionais” e “pontos de melhoria” no E-Lar

A Worten aponta "desafios operacionais" ao programa dos vouchers do E-Lar, enquanto a Rádio Popular considera que "existem pontos de melhoria", nesta nova fase que arranca esta quinta-feira.

A Worten e a Rádio Popular confirmaram ao ECO que vão participar na segunda fase no programa dos vouchers do E-Lar, apesar de apontarem “desafios operacionais” e “pontos de melhoria” neste programa, que tem como objetivo promover a eficiência energética.

O programa representou um desafio operacional significativo para os retalhistas“, diz ao ECO Sofia Silva, do departamento de sustentabilidade & ESG da Rádio Popular. A porta-voz da empresa de eletrodomésticos com sede na Maia explica que “ao longo da implementação, foram surgindo novos requisitos que exigiram adaptações frequentes nos processos numa fase particularmente intensa para o setor, especialmente no mês de novembro, devido à Black Friday“.

O programa representou um desafio operacional significativo para os retalhistas. Ao longo da implementação, foram surgindo novos requisitos que exigiram adaptações frequentes nos processos numa fase particularmente intensa para o setor, especialmente no mês de novembro devido ao Black Friday.

Sofia Silva

Departamento de sustentabilidade & ESG da Rádio Popular

Por sua vez, a Worten considera que “existem pontos de melhoria“, apesar de realçar que “são aspetos que tanto a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) como a Worten têm vindo a sinalizar junto da Agência para o Clima, que se tem mostrado bastante recetiva a integrar esse feedback nesta nova fase de candidaturas”.

João Braz, diretor comercial ibérico da Worten acrescenta que o programa “é uma iniciativa positiva e relevante, com benefícios para o consumidor”, destacando que a iniciativa “representa um passo importante no incentivo à modernização dos equipamentos nos lares portugueses”.

O Governo adianta que o programa arranca com 348 fornecedores credenciados, que representam 564 lojas aderentes em todo o território.

De acordo com os dados cedidos pelo ministério ao ECO/Capital Verde, na primeira fase foram atribuídos 21.662 vouchers, dos quais já foram descontados 8.197, sendo que “os números estão em permanente atualização”.

Da experiência da primeira fase, o Governo adiantou ao ECO que o termoacumulador elétrico foi o equipamento mais procurado com recurso a este programa, sendo que as famílias vulneráveis captaram apenas cerca de um terço do total de vouchers atribuídos.

No entanto, a Worten dá conta que dentro do conjunto de produtos abrangidos pelo programa, nas suas lojas, os “eletrodomésticos que têm registado maior procura por parte dos consumidores são as placas e os fornos elétricos de encastre”. Uma opinião partilhada pela Rádio Popular que revela que as “placas foram, sem dúvida, a categoria de produto com maior procura no âmbito do programa“.

Questionadas sobre quantos vouchers foram usados e em que valor, a Worten não respondeu por “motivos de confidencialidade”, enquanto a Rádio Popular disse apenas que “registaram uma boa adesão por parte dos consumidores, sendo que a maioria dos vouchers utilizados correspondeu ao Grupo III”, ou seja, famílias não vulneráveis com contrato de eletricidade.

A segunda fase do programa E-lar, que arranca esta quinta-feira, duplica a dotação para 60,8 milhões de euros e amplia o apoio às famílias vulneráveis.

No conjunto das duas fases, o ministério do Ambiente e Energia conta apoiar um total de cerca de 59 mil famílias na aquisição de equipamentos.

Para os interessados em participar no programa, o ECO/Capital Verde lançou um descodificador que explica as regras de candidatura: quem pode participar, que equipamentos pode comprar e qual o valor de apoio a que tem direito, além de explicar como funciona o sistema de vouchers. Pode consultá-lo aqui.

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