Gouveia e Melo diz que Montenegro ficou sem “nuvem negra”
A decisão da PGR de arquivar o caso Spinumviva permite, segundo o almirante Gouveia e Melo, "tenha todas as condições para governar com tranquilidade".
O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo afirmou esta quarta-feira que, com o arquivamento da averiguação preventiva à Spinumviva, Luís Montenegro tem “todas as condições para governar com tranquilidade”, considerando que ficou sem uma “nuvem negra” no horizonte.
Em declarações aos jornalistas antes de participar numa sessão da sua candidatura no Parque dos Poetas, em Oeiras, Gouveia e Melo disse ter ficado satisfeito com a notícia do arquivamento da averiguação preventiva à Spinumviva. “Permite que o senhor primeiro-ministro não tenha nenhuma suspeita neste momento e, portanto, tenha todas as condições para governar com tranquilidade, que é o que nós precisamos”, afirmou.
Questionado se lhe parece assim que, com este arquivamento, o primeiro-ministro terá agora estabilidade política, Gouveia e Melo respondeu: “Tudo indica que sim”.
“Neste momento, a única nuvem negra que estava no horizonte relativamente ao senhor primeiro-ministro era esta. E, portanto, agora terá de fazer, como todos os políticos, o seu percurso político, agradando, nas ações e na forma como dirige o país, ao seu eleitorado e alargando para fora do seu eleitorado”, disse.
Gouveia e Melo reforçou que “ainda bem para o país, não só para o primeiro-ministro”, que o caso foi arquivado, salientando que se quer um país “sem manchas ou nuvens a pairarem na estabilidade porque isso não seria bom para a governação futura”.
A averiguação preventiva à Spinumviva, empresa da família do primeiro-ministro Luís Montenegro, foi arquivada na terça-feira, anunciou a Procuradoria-Geral da República (PGR). Numa nota publicada no site do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), o Ministério Público justifica o arquivamento com o facto de não ter existido “notícia da prática de ilícito criminal”.
Segundo o comunicado, a averiguação centrou-se inicialmente em pagamentos à Spinumviva que não seriam devidos à sociedade, incluindo quando Luís Montenegro já era primeiro-ministro, e foi posteriormente alargada à compra pela família do chefe de Governo de dois imóveis em Lisboa.
Em causa estavam “suspeitas do perigo da prática do crime de recebimento ou oferta indevidos de vantagem”, que não foram confirmadas pela análise aos elementos fornecidos por diversas entidades. A averiguação preventiva tinha sido aberta em 12 de março de 2025.
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