Patriarca de Lisboa critica corrida ao armamento

  • Lusa
  • 25 Dezembro 2025

Rui Valério defende que o caminho para a paz se faz através da aceitação e falou ainda sobre o medo da diferença durante a missa de Natal na Sé Patriarcal, em Lisboa.

O patriarca de Lisboa, Rui Valério, criticou esta quinta-feira a corrida ao armamento no mundo atual, defendendo que o caminho para a paz se faz através da aceitação, e falou sobre o medo da diferença.

“Vemos nações que se devoram, uma corrida ao armamento que denuncia a perda de estima pela vida e o medo, esse veneno subtil, a infiltrar-se no quotidiano“, disse o patriarca durante a homilia da missa de Natal na Sé Patriarcal, em Lisboa.

O patriarca fez referência ao “medo do mendigo que faz subir o vidro do carro”, mas também ao medo de diferentes religiões.

A chave para a paz “é reconhecer o outro, reconhecer o direito de existir”, considerou Rui Valério. “A paz só é possível quando estamos dispostos a baixar-nos para assumirmos a realidade do outro. A recusa desta responsabilidade e a recusa de assumir o outro está na raiz de tanta violência”, acrescentou, num apelo à paz na Ucrânia e no Médio Oriente.

Especificamente sobre a guerra na Ucrânia e já à margem da missa de Natal, o patriarca de Lisboa considerou existir uma “saturação dos próprios países” – Rússia e Ucrânia – e voltou a sublinhar que “o caminho para a paz é aquele em que cada um tem de começar por aceitar o outro e, ao mesmo tempo, tem de se desarmar para se apresentar no mais genuíno das suas intenções”.

“Aquela paz armada, de que falavam já os romanos, isso era para outras épocas, esse discurso está obsoleto. Hoje, a paz implica e exige esta autenticidade, esta verdade das intenções em cada uma das partes”, acrescentou

Ainda durante a homilia, o responsável pelo Patriarcado de Lisboa da Igreja Católica criticou a “falsa neutralidade” e o “laicismo empobrecido” que hoje se observa quando “se banem presépios e se omitem sinais do Natal em escolas e espaços públicos”. “Quer-se apagar o sinal da ternura para não ofender, mas o que se consegue é desertificar a esperança”, disse ainda.

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