António Horta Osório em entrevista e outlook de 2026 na capa do ECO Magazine

  • ECO
  • 29 Dezembro 2025

António Horta Osório é o entrevistado nesta edição especial Outlook do ECO magazine. A evolução da economia e os mercados financeiros são temas em análise.

“A grande esperança da Europa é a Alemanha e o Chanceler Merz”. A afirmação é de António Horta Osório, antigo banqueiro e o entrevistado nesta edição especial Outlook do ECO magazine.

À entrada para um novo ano, o gestor português reconhece que a incerteza domina e que “em termos geopolíticos, o mundo está o mais complicado” que já viu. Perante a instabilidade de Trump, encontra esperança na Alemanha e reclama um choque de crescimento em Portugal.

Aos 61 anos, António Horta Osório olha para o mundo com os olhos de quem já muito o percorreu. Atualmente, é administrador não executivo em várias organizações e conselheiro sénior do private equity Cerberus, nomeadamente para a área financeira. Reconhece que o mundo está perigoso, vê o Chanceler Merz como uma figura que pode ajudar a Europa e o apoio à Ucrânia como crucial. Para Portugal, admite que temos crescido acima da média europeia e baixado a dívida pública, mas salienta a urgência de mais políticas pró-crescimento, a única forma de melhorar o rendimento dos portugueses.

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A olhar para 2026, perspetivamos a evolução das principais economias mundiais, dos mercados financeiros e onde deve investir no próximo ano: “Crescimento económico morno, dívida em ebulição e mercados à boleia da inteligência artificial transformam 2026 num teste de stress à coragem de quem investe. Entre a sucessão na Fed e a celebração dos 250 anos dos EUA, o cheque em branco orçamental de Berlim e a ofensiva tecnológica de Pequim, a economia global entra numa zona em que a margem para enganos encolhe à velocidade da luz”. A ler em Capital: “O ano em que o mundo redefine limites”.

Mas não ficamos por aqui. A pensar nos grandes investimentos planeados para 2026, e na tecnologia que vai (já está) a revolucionar a economia e o mundo do trabalho mergulhamos no mundo dos centros de dados e fomos a Sines visitar o Start Campus. A ler (e ver) com detalhe em Chão de Fábrica: “Sines. O centro dos dados e milhões das tecnológicas.”

Na Opinião trazemos a análise de Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças, sobre os “Os Desafios Económicos de 2026”; e das empresas a visão de Isabel Guerreiro, vice-presidente da Comissão Executiva do Santander Portugal, que explora “Onde está o Banco do Futuro?”.

Analisamos ainda as opções de investimento dos fundos de capital de risco: que startups e setores estão na sua mira? A ler em Saber Fazer: “Entre a IA e a Defesa, 2026 será um ano dual use.”

O ECO magazine traz também os contributos das diversas marcas que fazem parte do universo ECO.

Com que vereadores “dar o nó” é a questão feita aos presidentes de Câmara eleitos sem maioria absoluta. Falhando os acordos, não há orçamento para o ano seguinte. Defensores da nova Lei eleitoral autárquica pretendem mudanças
que assegurem a governabilidade. A ler em Local Online: “A arte de desatar nós para acelerar a economia local.”

“Agentes e Robôs humanóides prometem ‘dominar’ em 2026” é o tema que nos traz o .IA ou não fosse a inteligência artificial a tecnologia que promete continuar a agitar o ano que se segue; “2026, um ano de arrefecimento dos salários?” é a análise sobre o mundo laboral que nos traz o Trabalho by ECO.

Avanços tecnológicos da Inteligência Artificial, catástrofes naturais cada vez mais severas e tensões geopolíticas constantes vão obrigar o setor segurador a reinventar os seus produtos e modelos operacionais. A ler no ECO Seguros: “O que reserva 2026 ao setor segurador?”.

No EContas pode encontrar uma análise sobre os atuais desafios enfrentados pela auditoria, que no Continente europeu vive uma fragmentação de regras, quase país a país, à falta de um organismo europeu que reúne os supervisores nacionais das auditoras. A ler: “Reforço da supervisão europeia da auditoria a caminho.”

“Simplificar ou precipitar? O que esperar da reforma à Contratação Pública” é o tema da Advocatus que pode ler nesta edição; e no Capital Verde debruçamo-nos sobre as metas e os desafios (nacionais e europeus) da economia circular: “Circularidade chega para ‘fazer rodar’ a competitividade.”

O PRR chega ao fim em 2026. O PT2030 ganhou alguns dos projetos que estavam na bazuca. O objetivo é não desperdiçar apoios europeus, por isso, a meta para o próximo ano é: “Executar, executar, executar.” A ler em Fundos Europeus.

“Criatividade, Tecnologia e Dados, o ano da integração total”. Na indústria da comunicação, o futuro já chegou. Mas, à boleia da tecnologia, quais os desafios e oportunidades? A ler em +M.

Nesta edição apresentamos ainda propostas do ECO Avenida. Analisamos as tendências que vão marcar o setor do luxo em “Luxo terá um novo significado em 2026: experiência”, fizemo-nos à estrada com o novo Volvo EX90 — a ler em “Quando a tradição sueca se reinventa em família.” — e trazemos também algumas novidades para os apaixonados pelas grandes maison de moda: “Mais luxo na Avenida da Liberdade em 2026. Loro Piana e Celine abrem em Portugal”.

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Editorial

Ou vai ou racha

O ano que agora se inicia tem o potencial para ser decisivo para o tipo de mundo no qual vamos viver no médio prazo. Se o arco da História é imparável e tem um sentido bem definido, também é verdade que todo o caminho é feito de vários passos à frente e uns quantos a menos atrás, e agora também é isso que está a suceder.

O grande tema é simples: o papel das democracias liberais no mundo. Tão só isto.

Na última década, vimos o ressurgimento de fenómenos que julgávamos ultrapassados, que se podem descrever, de forma simplista, como o regresso dos homens fortes. Os tecnocratas estão fora de moda, os humanistas são vistos como fracos, o multilateralismo é sinal de falta de decisão. Dos líderes quer-se, mais do que colaboração, empatia e educação, que seja o tipo que fala mais alto na sala. E se bater com o punho na mesa, melhor.

É a política feita bullying, numa caricatura de testosterona que, francamente, é bastante ridícula.

A questão é que a força manda muito, como sempre mandou. A diferença é que ela existia para ser educadamente insinuada e não usada, e muito menos ameaçada. Agora, de Trump a Putin, passando por Musk ou por Farage, os dias são feitos de gritaria, ameaças, flexões de músculos. Como tão bem mostrou recentemente Gianni Infantino, o inenarrável presidente da FIFA que decidiu dar um prémio da paz ao ansioso Trump, a credibilidade e a seriedade deixaram de ser ativos. Ele sabe que o mundo inteiro se está a rir da sua figura, mas a vergonha não paga contas nem favores.

Em 2026, há dois pontos fundamentais de observação que nos dirão para onde isto tudo vai. O primeiro é a guerra na Ucrânia, que António Horta Osório identifica nas páginas seguintes, e bem, como um nó górdio que é preciso desatar, mas desatar como deve ser, com uma paz que não premeie o agressor. Quanto a isto, já todos percebemos onde vai parar. Trump quer forçar o fim do conflito, e a sua estratégia é simples: desenhar planos que dão aos russos o que estes querem, e depois culpar a Ucrânia por não aceitar, como se esta gostasse de prolongar a sua luta vital. O presidente norte-americano vai fartar-se da teimosia ucraniana e vai abandoná-los à sua sorte, ou à sorte que a Europa consiga criar. A esperança é reduzida.

Lá para o final do ano, o segundo ponto, que infelizmente chegará tarde para a Ucrânia. Falo das eleições intercalares nos Estados Unidos, em novembro, nas quais os republicanos e os MAGA se vão ver confrontados, nas urnas, com o desastre das políticas seguidas no último ano. O momento decisivo será até onde Trump e os seus seguidores estão dispostos a ir para resistir, manipular e efetivamente desrespeitar a vontade popular.

Esse sim será o desafio do ano, e do seu desfecho dependerá um regresso progressivo à normalidade ou um aprofundar da distopia, na que foi a maior democracia liberal do mundo e no resto do planeta.

Tiago Freire

Subdiretor

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