Seguro promete regresso das presidências abertas

  • Lusa
  • 4 Janeiro 2026

O candidato presidencial prometeu o regresso das presidências abertas e de proximidade" e quer "mudar o debate público".

O candidato presidencial António José Seguro prometeu o regresso das presidências abertas e de proximidade”, caso seja eleito, pretendendo “mudar o debate público” e exercer o cargo com “elevação, serenidade”, sem “política espetáculo”. “Serei o Presidente que vai ao encontro das pessoas, não apenas só em campanha, mas em todo o mandato. Regressarei às presidências abertas e às presidências de proximidade em todo o território nacional“, disse António José Seguro na apresentação da sua Comissão de Honra, que decorreu num hotel em Lisboa.

António José Seguro afirmou que “a democracia vive da participação, e a participação exige confiança, e essa confiança constrói-se todos os dias” e, para isso, é preciso “mudar o debate público, dos ruídos aos factos”. Segundo o candidato apoiado pelo PS, atualmente vive-se “numa era de emoções manipuladas, perceções amplificadas e desinformação”.

“O país não se governa com base em medos fabricados nem em ‘slogans’ vazios. O debate democrático exige rigor, exige dados e exige honestidade intelectual. Como Presidente, serei um defensor intransigente da verdade, do conhecimento, da ciência, da evidência científica e de uma informação responsável, sem populismos e sem simplificações perigosas”, assinalou. Anteriormente, Seguro já tinha salientado que “a democracia funciona, mas com contrapesos e com equilíbrio”.

“Sem guerras ideológicas estéreis, sem a política como espetáculo permanente, com menos arrogância, menos insulto, menos política espetáculo, mais diálogo, mais respeito, mais sentido de serviço público e mais ética”, assinalou. O candidato comprometeu-se ainda a “exercer a presidência com elevação, serenidade e independência”.

As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026. Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde. Caso nenhum deles consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro entre os dois mais votados.

Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira. Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.

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