Investimento em imobiliário comercial cresce 10%. Capital estrangeiro e retalho lideram

O retalho continuou a liderar com 29% do volume total, seguido pelos escritórios (26%) e pela hotelaria (20%). Capital estrangeiro representou cerca de 60% do total investido.

O investimento em imobiliário comercial atingiu cerca de 2.670 milhões de euros em 2025, o que representa um crescimento próximo de 10% face ao período homólogo, segundo os dados da Cushman & Wakefield. O capital estrangeiro representou cerca de 60% do total investido.

“Este foi um ano de consolidação para o imobiliário comercial, marcado por alguma incerteza geopolítica mas também pela estabilização das taxas de juro”, afirma o head of Portugal da Cushman & Wakefield.

“Este cenário tem sustentado uma forte atividade ocupacional e está a trazer os investidores institucionais de volta ao mercado, reforçando o apetite por ativos de qualidade, antecipando valorização e ajustando estratégias para um ciclo de crescimento sustentável”, conclui Paulo Sarmento, citado em comunicado.

A consultora refere que o início de 2026 também “promete ser animado, já que alguns negócios inicialmente previstos para o final do ano anterior deverão afinal ser concluídos nos primeiros meses do novo ano”.

Na distribuição por setores, o retalho continuou a liderar com 29% do volume total, seguido pelos escritórios (26%) e pela hotelaria (20%). Os ativos alternativos, incluindo residencial especializado (residências de estudantes e residências seniores), agregaram 13%, e industrial e logística 11%.

No mercado ocupacional, verificou-se uma descida generalizada nos níveis de absorção nos escritórios (que recuaram 23% em Lisboa e 51% no Porto face ao período homólogo) e na logística (que caiu 30%).

O retalho registou uma redução de 20% no número de novas aberturas, embora com forte dinamismo na restauração. A hotelaria manteve-se resiliente, com mais de 80 novos hotéis inaugurados, oferecendo cerca de 4.800 camas adicionais.

Paulo Sarmento, Head of Portugal da Cushman & Wakefield

A Cushman & Wakefield explica que “apesar da menor absorção, as rendas subiram em praticamente todos os setores, sobretudo nas zonas prime, evidenciando que a quebra na ocupação resultou da escassez de oferta de qualidade e não da falta de procura”.

Na perspetiva da consultora, um dos grandes desafios e oportunidades para 2026 será a habitação acessível. “2026 será o ano em que sustentabilidade, tecnologia, novos formatos de ocupação e soluções para habitação acessível deixarão de ser tendências para se tornarem pilares estruturais do mercado imobiliário, continuando a posicionar Portugal como um dos destinos mais interessantes na atração de investimento internacional”, acrescenta o responsável da consultora em Portugal.

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