Dez empresas portuguesas no top global contra alterações climáticas
Empresas como a Jerónimo Martins e Sonae voltam a destacar-se no ranking do CDP no combate às alterações climáticas. Mais de 600 investidores, com 127 biliões sob gestão, recorrem à avaliação do CDP.
Há 10 empresas portuguesas distinguidas como líderes no combate às alterações climáticas a nível global, pelo CDP (Carbon Disclosure Project). Companhias como a Jerónimo Martins, Sonae ou as papeleiras voltaram a ser integradas na chamada “Lista A”, uma avaliação que serve de bússola para mais de 600 investidores globais, com 127 biliões de dólares sob gestão, para avaliar as suas decisões de investimentos, tendo em consideração questões ambientais e de sustentabilidade.
Jerónimo Martins — a única empresa lusa e uma das 23 a nível global com um “triple A” nas três dimensões avaliadas pelo CDP — , Altri, BA Glass, CTT, EDP, NOS, REN, Sonae, Sonae MC e Navigator representam Portugal nesta conceituada lista, que selecionou 877 companhias de um total de 20.000 avaliadas a nível global.
Segundo adiantaram em comunicado, a Sonae e a Sonae MC, duas empresas do universo da família Azevedo, foram distinguidas, em 2025, com a classificação “A” no âmbito das alterações climáticas. Já nas dimensões Floresta e Água, ambas as empresas receberam a avaliação A-, refletindo um desempenho consistente nas diferentes áreas analisadas.
“O combate às alterações climáticas, através da mitigação das emissões, da adaptação aos seus impactos e da gestão dos riscos climáticos, constitui uma prioridade estratégica para a Sonae“, garante Eduardo Piedade, Administrador Executivo da Sonae, acrescentando que o grupo assumiu o compromisso de alcançar a neutralidade carbónica até 2040”.
“Este reconhecimento demonstra a forma como a sustentabilidade está integrada na estratégia da MC Sonae, através da definição de objetivos ambiciosos e da implementação de planos de ação com impacto real e mensurável na gestão do nosso negócio”, acrescenta Isabel Barros, Administradora Executiva da MC.
A Nos, cujo maior acionista também é o grupo Sonae, também obteve nota máxima, num ranking que avalia milhares de empresas, “sendo a única empresa de comunicações em Portugal a obter esta distinção”. Para Luísa Jervell, diretora de sustentabilidade da NOS, “este reconhecimento reflete o compromisso contínuo da NOS com a sustentabilidade económica, social e ambiental e reforça a motivação para aprofundar o contributo coletivo da organização no combate às alterações climáticas e em prol do planeta”.
A Altri também atingiu em 2025 a classificação de A atribuída pelo CDP, “posicionando-se acima da média no seu setor a nível internacional que qualifica como B, e reforçando a sua posição de liderança no combate às alterações climáticas”.
O líder da papeleira, José Soares de Pina, destaca que este reconhecimento reforça o propósito da empresa “de contribuir ativamente para a construção de um mundo mais renovável e sustentável, materializado num Compromisso 2030 exigente, com objetivos claros e mensuráveis, cuja concretização temos assegurado de forma contínua”.
Este ranking é particularmente relevante para as empresas, uma vez que serve de guia para investidores globais que querem investir, mas pretendem avaliar o seu compromisso em relação a temas relacionados com a sustentabilidade. Só em 2025, 640 investidores com 127 biliões de dólares em ativos sob gestão solicitaram ao CDP a recolha de dados sobre impactos, riscos e oportunidades ambientais.
“As empresas que obtiveram a pontuação “A” estão a provar que a ambição ambiental e a força comercial andam de mãos dadas. Os dados de alta qualidade dão aos líderes a confiança necessária para tomar decisões positivas para o planeta que garantam a competitividade de longo prazo, atraiam capital e protejam os sistemas naturais”, comenta Sherry Madera, CEO do CDP, citada em comunicado.
(Notícia atualizada com a lista completa de empresas portuguesas que obtiveram pontuação A)
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Dez empresas portuguesas no top global contra alterações climáticas
{{ noCommentsLabel }}