Hoje nas notícias: crédito às empresas, garantia pública e caso EDP
Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.
As empresas portuguesas registaram, nos últimos meses de 2025, valores de depósitos superiores aos créditos, atingindo em novembro níveis recorde. No Norte, a escolha da presidência da CCDR local está a gerar discussão entre PS e PSD. O BCP prepara-se ainda para pedir ao Governo um aumento da quota que lhe foi atribuída no âmbito da garantia pública para crédito à habitação a jovens. O Ministério Público voltou a falhar a entrega de provas para instrução no caso EDP. A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, recusa-se a pedir a demissão do cargo, depois de mais três mortes nos últimos dias relacionadas com atrasos do INEM.
Depósitos das empresas já superam créditos dos bancos
As empresas portuguesas estão hoje numa posição financeira inédita nas últimas décadas: pela primeira vez desde 1979 o dinheiro guardado em depósitos bancários é superior ao montante de crédito em vigor. Esta inversão histórica ocorreu em outubro e voltou a verificar-se em novembro, mês em que os depósitos atingiram um novo máximo absoluto de 74,66 mil milhões de euros, refletindo um forte reforço da liquidez empresarial. Já o crédito às empresas segue uma trajetória bem diferente. O valor atual está muito abaixo do recorde alcançado em novembro de 2010, de 118,86 mil milhões de euros, e acumula desde então uma redução superior a 30%, apesar da recuperação observada durante a pandemia. Ainda assim, face ao final de 2019, os empréstimos cresceram 10,3%, enquanto os depósitos dispararam 65,6%, passando de 45 para 74 mil milhões de euros.
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Rebelião de autarcas socialistas do Norte contraria o acordo para liderar regiões
A escolha do próximo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Norte, que estaria acordada à partida por PS e PSD, entrou numa zona de incerteza. Apesar de Álvaro Santos contar com o apoio formal dos dois maiores partidos do poder local, cresce entre autarcas, sobretudo socialistas, a intenção de votar no atual presidente, António Cunha, colocando em causa a previsível maioria para o candidato indicado pelo PSD. No interior do próprio PSD já se admite o risco de uma “rebelião” no PS, embora a direção nacional socialista assegure que o acordo será cumprido. O Norte é a única região do país onde há dois candidatos à liderança da CCDR, e o apoio a António Cunha é explicado pela relação próxima que construiu com muitos autarcas, em particular através da gestão dos fundos comunitários e da sua ligação académica à região. Dirigentes socialistas admitem que vários eleitos não se sentem vinculados ao entendimento nacional e pretendem votar de forma autónoma. Ainda assim, o PS garante que não dará apoio político a António Cunha e reafirma que sustentará a candidatura de Álvaro Santos, sublinhando que o pacto com o PSD implica precisamente não apresentar um candidato próprio.
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BCP vai pedir reforço da garantia pública, mas só há 100 milhões
O BCP prepara-se para solicitar ao Governo um aumento da quota que lhe foi atribuída no âmbito da garantia pública para crédito à habitação a jovens, depois de se aproximar do limite inicialmente definido. A direção do banco não revelou ainda nem o valor nem o calendário do reforço, mas confirma que o pedido será feito “oportunamente”, face à elevada procura registada desde o lançamento da medida, há cerca de um ano. O Millennium indica que a utilização da garantia deve estar próxima do teto de 185,4 milhões de euros que lhe foi inicialmente destinado pelo Ministério das Finanças. No final de outubro, o BCP já tinha esgotado 44% da sua quota, correspondendo, segundo estimativas, a um volume de crédito de cerca de 538 milhões de euros. A medida do Governo conta com uma dotação inicial de mil milhões de euros, reforçada depois com mais 550 milhões, elevando o total disponível para 1.550 milhões de euros, pelo que qualquer ampliação da quota exigirá uma atualização do envelope financeiro global.
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Caso EDP. Ministério Público falha entrega de provas para instrução
Mais de um ano após a dedução da acusação no caso EDP, a defesa dos arguidos continua sem acesso integral às provas necessárias para avançar para a fase de instrução. Um despacho do DCIAP, datado de 12 de dezembro de 2025, frustrou as expectativas dos advogados, ao autorizar apenas a entrega parcial da documentação solicitada. Segundo o Ministério Público, a restante prova “será objeto de apreciação em breve”, sem que seja indicada qualquer data para a sua disponibilização. O processo, que envolve antigos administradores da EDP, como António Mexia e João Manso Neto, acusados de corrupção relacionada com alegados benefícios concedidos ao ex-ministro Manuel Pinho, arrasta-se desde 2012 e ficou marcado por sucessivos atrasos e incidentes processuais. Entre eles destaca-se a anulação, pelo Supremo Tribunal de Justiça, de milhares de e-mails apreendidos sem autorização judicial, erro que fragilizou a investigação. A acusação, com mais de mil páginas e dezenas de volumes e apensos, estima prejuízos de milhares de milhões de euros para o Estado e os consumidores, estando precisamente o acesso a esses apensos — pen drives, documentação bancária, buscas e correspondência — no centro do novo impasse entre o MP e as defesas.
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Ministra da Saúde: “Não pedi nem pedirei para sair”
Depois de novas mortes associadas a atrasos no socorro médico voltarem a colocar o Ministério da Saúde sob forte pressão política, Ana Paula Martins rejeita qualquer cenário de demissão. Em resposta rápida aos rumores que circularam após o primeiro de três óbitos registados em apenas 24 horas, a ministra assegura que nunca pediu para sair do Governo e que só deixará funções por decisão do primeiro-ministro. A governante sublinha que não tenciona abandonar o cargo, apesar do agravamento da polémica com a divulgação de mais um caso na mesma semana.
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