Mendes apela ao voto dos “moderados do centro-direita e do centro-esquerda”
Em perda nas sondagens, o candidato apoiado pelo PSD e CDS lançou vários ataques a João Cotrim de Figueiredo, acusando o liberal de "querer entregar Portugal aos cartazes do Chega".
O candidato presidencial Luís Marques Mendes disse esta segunda-feira aos eleitores “moderados do centro-direita e do centro-esquerda” que a sua candidatura representa a defesa da democracia e considerou que João Cotrim Figueiredo parece da “direita radical”.
Num comício em Vila Pouca de Aguiar (distrito de Vila Real), o candidato a Presidente da República apoiado por PSD e CDS-PP apontou “contradições” à candidatura de João Cotrim Figueiredo: “Andaram durante uma eternidade a dizer que eram diferentes do Chega, até ao momento em que disseram que estariam ao lado do Chega”.
“Disseram-nos que era a direita liberal e, afinal, parece que é a direita radical. E isto é sério, porque significa, na prática, a candidatura da IL querer entregar Portugal aos cartazes do Chega. Isso não é bom para a nossa democracia”, criticou.
Considerando a democracia ameaçada pelo “populismo, sectarismo e radicalismo”, Luís Marques Mendes considerou que, após as declarações de Cotrim em que não excluiu o apoio a nenhum candidato numa eventual segunda volta, “esta ameaça é cada vez maior”.
“O que significa que esta minha candidatura, para além de ser a candidatura da moderação, do equilíbrio, da estabilidade, tem de ser também e vai ser a candidatura da defesa da democracia. Para as pessoas moderadas, do centro-direita ou do centro-esquerda, eu estarei aqui sempre como referencial da defesa de um Portugal livre, plural e democrático”, salientou.
Mais à frente no seu discurso, insistiu na mensagem: “As pessoas moderadas, do centro-direita ou do centro-esquerda, terão sempre em mim um Presidente que defende a liberdade e a democracia”.
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