Digi vai manter preços em 2026 e quer expandir rede para o Metro de Lisboa

Operadora 'low cost' vai deixar os preçários inalterados nos serviços de voz, internet, móvel e televisão para manter a “estabilidade e confiança dos clientes” e aguarda reunião com Metro de Lisboa.

A Digi vai manter os preços das telecomunicações este ano e dedicar-se à expansão da rede móvel no Metropolitano de Lisboa, depois de o fazer no Porto. O diretor executivo do grupo romeno anunciou esta terça-feira os planos da empresa para 2026, mas recusou divulgar os investimentos associados.

A operadora low cost vai deixar os preçários inalterados em 2026 nos serviços de voz, internet, móvel e televisão para manter a “estabilidade e confiança dos clientes”. “Em Espanha, onde temos uma grande base de clientes, e também entre os nossos atuais clientes, eles sabem que não aumentamos os preços. Os clientes na Roménia, em Itália e na Bélgica também sabem disso, porque é uma constante no nosso desenvolvimento de serviços”, afirmou o Chief Operating Officer (COO) e diretor executivo da Digi, Valentin Popoviciu, em conferência de imprensa.

Questionado sobre a expectativa de resultados para 2026, a Digi antecipa “melhores” contas do que no ano passado, impulsionadas por uma subida a dois dígitos nas receitas, embora não se comprometa com os lucros até dezembro (por ser uma “startup”) e se mantenha “cautelosa em acelerar o crescimento, mas continuar a qualidade dos serviços”.

Em relação ao investimento realizado e previsto para Portugal, a Digi deixa a divulgação desses valores para “mais tarde”, porque é “demasiado cedo”. Além dos 150 milhões de euros para a aquisição da Nowo, a telecom garante que investiu “centenas de milhões” de euros. Segundo o COO e vice-presidente do grupo Digi, o número “não é um segredo, mas não é importante para os consumidores” neste momento. Para o futuro, fica a promessa de “transparência”, como existe em Espanha e na Roménia.

No que diz respeito à entrada em bolsa que está prevista em Espanha, a gestão da Digi confirmou que o IPO – Ini está em curso e afirmou que “Portugal não está incluído”. “Não temos planos para isso”, referiu ainda Valentin Popoviciu, em declarações aos jornalistas, em Lisboa.

A Digi conta com cerca de 1.500 trabalhadores em Portugal, de acordo com o CEO da Digi Portugal, Emil Grecu. A rede fixa está em aproximadamente dois milhões de casas, o número de estações 4G ultrapassou 4.600, dos quais 2.600 têm rede móvel de quinta geração (5G). Para os próximos meses, o intuito é implementar mais 500 sites.

No que diz respeito à rede fixa, a Digi tem “grandes planos para este ano também, sobretudo ao nível das médias e pequenas cidades porque as grandes já estão cobertas”.

Metro de Lisboa é o foco de 2026

Um dos principais objetivos da Digi para o mercado português é entrar no Metropolitano de Lisboa, dando a possibilidade aos clientes de usufruírem dos seus dados móveis, se incluídos no tarifário, durante as viagens neste transporte público da capital, como aconteceu no Porto. No entanto, a comissão executiva da operadora tem encontrado uma série de obstáculos com a Meo e espera que a nova administração do metropolitano lisboeta, presidida pela ex-governante Cristina Vaz Tomé, seja uma peça fundamental neste processo.

Atualmente, a Digi aguarda autorização para avançar com uma “solução temporária” e o agendamento de uma reunião. Caso obtenha ‘luz verde’ da administração do Metro de Lisboa, consegue avançar entre “um a dois meses”.

Aguardamos que a Meo implemente o novo sistema para as linhas vermelha e amarela. Provavelmente, na próxima semana, finalizaremos a linha amarela. Precisamos disto amanhã. Prevê-se a conclusão do projeto, que está em curso, para o final de 2026. Informámos a autoridades de que tal não é aceitável, pois estaríamos mais um ano sem cobertura. Não é uma opção para nós.

Valentin Popoviciu

Diretor-executivo da Digi

O caso remonta a 2024, quando a Digi iniciou negociações para ter rede móvel no Metro de Lisboa, cujo sistema pertence à Altice Portugal. “Disseram-mos que não podíamos o fazer o nosso próprio sistema próprio, pediram-nos para utilizar o do outro operador, mas não nos davam acesso porque estavam a construir um novo. Então, dissemos que participávamos na construção do novo disseram que o faziam [sozinhos]”, contou o COO.

As partes acabaram por chegar a consenso e assinar o contrato em setembro para o novo sistema, porém o calendário arrasta-se, o que preocupa a equipa executiva. A Digi elogia o caso da Invicta, tanto ao nível da relação com administração do metro do Porto como com a Vodafone.

Notícia atualizada às 13h com mais informação

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