Seguro lidera a corrida a Belém, mas empate técnico persiste
O candidato apoiado pelo Partido Socialista continua à frente nas intenções de voto da tracking poll da Pitagórica, mas é seguido de perto pelo liberal João Cotrim de Figueiredo e por André Ventura.
A última semana de campanha para as eleições presidenciais mostra que António José Seguro segue à frente, segundo a sondagem diária da Pitagórica para o JN, TSF, TVI e CNN, atingindo 22,9% e sendo o único dos principais candidatos a estar numa tendência de crescimento. João Cotrim de Figueiredo e André Ventura mantêm-se estáveis, com 21,1% e 19,7%, respetivamente, enquanto Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes continuam a perder apoio, com 16,3% e 14%. Marques Mendes regista o seu valor mais baixo desde o início das sondagens.
Mesmo com o avanço, Seguro ainda não garante a passagem à segunda volta, pois continua em empate técnico com Cotrim de Figueiredo e Ventura, cujos intervalos máximos de intenção de voto ainda lhes permitem chegar ao primeiro lugar. Gouveia e Melo saiu da zona de empate técnico com o líder, mas ainda mantém alguma possibilidade de avançar. Os restantes candidatos, como Catarina Martins e António Filipe, Jorge Pinto e Manuel João Vieira, apresentam percentagens residuais, com pequenas oscilações diárias.
A taxa de eleitores indecisos mantém-se estável nos últimos três dias, em 11,2%. Entre eles, as mulheres estão mais indecisas (12,6%) do que os homens (9,7%), e os eleitores com mais de 55 anos apresentam maior indecisão (13,1%) do que os mais jovens (10,3%) ou os que têm entre 35 e 54 anos (9,4%). Por regiões, o Centro concentra a maior percentagem de indecisos (13,7%), enquanto o Norte apresenta os eleitores mais decididos (9,1%).
Como olhar para as sondagens diárias
Nos últimos dias têm sido divulgadas sondagens diárias, como a tracking poll da Pitagórica, mas, segundo especialistas, não devem ser confundidas com sondagens pontuais tradicionais, pois o seu objetivo não é medir exatamente quem está à frente num dado dia, mas sim revelar tendências ao longo do tempo. Em entrevista à Rádio Renascença, Paulo Alexandre Pereira, professor do Departamento de Matemática da Escola de Ciências da Universidade do Minho, explica que a “única coisa que a tracking poll dá é tendências. Mais nada. É um instrumento que sacrifica a precisão diária para ganhar continuidade. Não diz quem é que está à frente hoje, diz quem se mantém forte ao longo do tempo.” Já Henrique Oliveira, professor do Departamento de Matemática e coordenador do agregador de sondagens do Instituto Superior Técnico, considera que a tracking poll é “uma ferramenta útil, desde que a metodologia não tenha erros sistemáticos”.
Atualizadas diariamente e publicadas em meios como TVI, CNN Portugal, Jornal de Notícias e TSF, estas sondagens mostram como os candidatos se mantêm ou mudam na campanha, oferecendo um “filme” contínuo da evolução das intenções de voto, em vez de uma fotografia precisa do momento, permitindo perceber movimentos, forças e estabilidade entre os concorrentes.
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