MP acusa Casa Pia de esconder origem de dinheiro russo e violar sanções da UE
O Casa Pia está a ser acusado de receber mais de um milhão de euros do clube russo FC Akhmat e tentar ocultar a origem do dinheiro, violando sanções da União Europeia.
O Casa Pia é acusado pelo Ministério Público de receber 1,1 milhões de euros de um clube russo e de tentar esconder a origem do dinheiro junto do banco Montepio, numa alegada violação das sanções da União Europeia. Em causa estão crimes de branqueamento, falsificação de documentos e violação de restrições. O clube que é atualmente o 15.º classificado da primeira liga, nega as acusações e afirma ter agido dentro da legalidade.
O Público avança esta sexta-feira que o caso começou em julho de 2024, quando o FC Akhmat, sediado na Tchetchénia, e presidido pelo Presidente tchetcheno e aliado de Putin, Ramzan Kadyrov, mostrou interesse na compra dos direitos do avançado Felippe Cardoso, jogador que integrou o Casa Pia entre 2022 e 2024. O acordo estabeleceu um valor total de 1,5 milhões de euros, a ser pago em duas prestações: a primeira de um milhão de euros e a segunda de 500 mil.
Durante as negociações, o Casa Pia foi informado de que a transferência poderia violar as sanções europeias. Em agosto de 2025, o clube foi avisado de que o pagamento não seria feito pelo FC Akhmat, mas por uma empresa dos Emirados Árabes Unidos, a Sila Marketing, que explicou o motivo para a alteração do pagamento, ligada à tentativa de contornar as sanções.
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