Seguro e Ventura com subvenções do Estado superiores a um milhão. Mendes tem maior ‘buraco’ no orçamento
Enquanto os candidatos que garantiram um lugar na segunda volta das eleições vão receber, cada um, mais de um milhão de euros de subvenção pública, o social-democrata tem um buraco de 373 mil euros.
Henrique Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes, Catarina Martins, António Filipe e Jorge Pinto tinham previsto receber muito mais dinheiro de subvenção do Estado do que o que vão, de facto, receber. Isto porque os seus orçamentos de campanha estimavam receitas maiores, mas o resultado que obtiveram nas urnas no passado domingo acabou por ficar abaixo das suas previsões.
De acordo com as contas do Correio da Manhã (acesso pago), o maior rombo no orçamento de campanha é do candidato que foi apoiado pela coligação governamental. Luís Marques Mendes tinha pensado obter pelo menos 18% dos votos, prevendo receber — por causa desse eventual resultado — 1 milhão de euros de subvenção pública. Porém, recebeu o voto de apenas 11,3% dos eleitores, pelo que deverá encaixar 626.800 euros, num buraco que supera os 370 mil euros.
No caso de Henrique Gouveia e Melo, a estimativa era de 16% dos votos e, com esse resultado, receber 700 mil euros, mas acabou por ter 12,3%, o que significa que a diferença entre o valor orçamentado e o que de facto receberá é de apenas 10 mil euros, a favor do ex-almirante.
Catarina Martins, António Filipe e Jorge Pinto, por sua vez, não têm direito a subvenção estatal, por terem ficado abaixo dos 5% — assim como Manuel João Vieira, André Pestana e Humberto Correia.
Já António José Seguro, depois de alcançar 31,1% dos votos na primeira volta das eleições presidenciais, vai receber 1,56 milhões de euros de subvenção do Estado, mais 470 mil do que esperava à partida para a corrida a Belém. O orçamento da campanha do candidato socialista antecipava um encaixe de 1,09 milhões de euros com este apoio público.
Mais modesto, André Ventura estimou ganhos de 400 mil euros, mas vai obter quase o triplo, um total de 1,16 milhões de euros, graças aos mais de 1,3 milhões de eleitores que votaram em si no domingo. O saldo é positivo em 767 mil euros. João Cotrim de Figueiredo previa uma receita de 350 mil euros, mas esta será, afinal, de 877 mil, cerca de meio milhão a mais.
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