Castro Almeida sobre negócio da Galp: “Era melhor termos refinaria totalmente controlada por Portugal”

"O Governo tem de acompanhar as negociações e preservar o máximo da nossa soberania em matéria energética", disse o ministro da Economia e Coesão sobre o negócio em preparação entre Galp e Moeve.

O ministro da Economia e Coesão defendeu esta terça-feira que seria preferível Portugal continuar a controlar a única refinaria que existe no país, em reação à fusão de negócios que está a ser negociada entre a Galp e a espanhola Moeve.

“Era melhor termos uma refinaria totalmente controlada por Portugal”, afirmou Castro Almeida na conferência “10 anos Conversa Capital”, organizada pela Antena 1 e o Jornal de Negócios.

A Galp anunciou a 8 de janeiro que está em conversações com os acionistas da Moeve para fundir os negócios de distribuição e de refinação das duas empresas. No segundo caso, a Galp ficaria apenas com cerca de 20% do capital da nova entidade.

Estamos a falar de setores estratégicos. É a única refinaria portuguesa. Portanto tem um peso na nossa economia e soberania relevante. A empresa está ciente disso“, assinalou Castro Almeida, referindo, no entanto, que se trata de “um investimento entre empresas privadas que temos de respeitar”.

“Na conversas, isto está em cima da mesa. O Governo tem de acompanhar as negociações e preservar o máximo da nossa soberania em matéria energética”, referiu também o ministro. “Isto não se exige, dialoga-se persuade-se”, completou.

“Haveremos de conseguir uma solução equilibrada que acautele o interesse de Portugal”, disse, esperançoso. Castro Almeida mostrou-se mais confortável, em relação às questões de concorrência e defesa dos direitos dos trabalhadores.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Castro Almeida sobre negócio da Galp: “Era melhor termos refinaria totalmente controlada por Portugal”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião