Lagarde avisa que nova ordem internacional obriga a “revisão profunda” da economia europeia
A presidente do Banco Central Europeu afirmou esta quarta-feira que o impacto das novas tarifas que Trump ameaça impor aos países europeus terá um impacto "mínimo" na inflação.
A presidente do Banco Central Europeu afirmou esta quarta-feira que “a nova ordem mundial” obriga a uma “revisão profunda da forma como organizamos a economia na Europa”. Disse também que a Europa deve também mudar a forma como se relaciona com outros países que seguem as mesmas regras que ela.
Em entrevista à rádio francesa RTL, Christine Lagarde, que participou esta manhã num painel de discussão em Davos, desvalorizou também o impacto das novas tarifas que Donald Trump pretende aplicar a oito países da União Europeia por se oporem à sua pretensão de anexar a Gronelândia aos EUA.
A presidente do Banco Central Europeu afirmou que a taxa aduaneira média imposta pelos EUA à UE subiria de 12% para 15%. “Se olharmos para o curto prazo, o efeito imediato é relativamente pequeno”, disse à RTL. “Temos uma inflação que seria afetada de forma muito ligeira, provavelmente para cima, mas como temos a inflação controlada em redor de 1,9%, o impacto seria mínimo”, acrescentou.
“O que é muito mais sério… é o grau de incerteza criado por essas constantes mudanças de rumo”, disse também, referindo-se à política de Donald Trump.
A responsável reconheceu que poderá haver um impacto económico do aumento das taxas aduaneiras, mais pronunciado para a Alemanha do que para os EUA.
O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou aumentar as tarifas à Dinamarca, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia, Reino Unido e Noruega até que os EUA possam adquirir a Gronelândia, que é um território semi-autónomo da Dinamarca.
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