Nova lei facilita transformar carro com motor a combustão em elétrico
A transformação, também designada retrofit, estava dependente de regulamentação, que agora irá avançar com regulamentação que, em França, já é aplicada desde 2020.
O Conselho de Ministros aprovou nesta quinta-feira uma medida para “possibilitar a remotorização de veículos de combustão em veículos elétricos”. O procedimento técnico, com diferentes ofertas no mercado há pelo menos duas décadas, implica a remoção do motor térmico, a gasolina ou gasóleo, e a sua substituição por um propulsor elétrico, ao qual são adicionadas as respetivas baterias.
Apesar de já ser permitido por lei, o designado retrofit é dificultado pela falta de uma regulamentação específica, a qual, como já notava o Expresso há dois anos, estava presa na gaveta. Em maio, por altura da transição do Governo de António Costa para o de Luís Montenegro, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) remetia o assunto para o novo Executivo: “Aguardamos que o assunto venha a ser retomado pela nova tutela”.
Entre o que está por definir encontra-se o processo de homologação, atualmente dispendioso e bastante burocrático. O retrofit implica a remoção do motor a combustão, introdução do par motor elétrico/baterias e a adaptação do comando eletrónico do motor. Alguns construtores automóveis têm oferta para os seus veículos, seja a Renault com clássicos, seja em veículos comerciais recentes, como é o caso da Stellantis.
A dona de marcas como a Fiat, Citroën, Peugeot e Opel tem, desde o ano passado, uma parceria com uma empresa francesa, com a qual a proprietária da fábrica de Mangualde fornece os componentes para a conversão elétrica e depois recebe da Qinomic as peças relacionadas com a propulsão a gasolina ou a gasóleo. A Stellantis já fazia, no Brasil, o retrofit em automóveis usados.

No caso da Renault, aproveitando a legislação do Governo francês que, em 2020, regulamentou esta prática, o construtor efetuou uma parceria com a empresa R-FIT, através da qual permite transformar os clássicos 4 e 5 em elétricos.
No caso de um Renault 4, produzido em diversos países da América, Europa, África e Oceânia – incluindo na Guarda, em Portugal – entre as décadas de 1960 e início dos anos 1990, o valor de transformação ronda os 12 mil euros, sendo usado um kit com 80 km de autonomia e um tempo de carga máxima de 3 horas e meia.
Adicionalmente, alterar um veículo para veículo de bombeiros, para autocaravanas e outros, ficará com o processo simplificado.
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