PJ e Medicina Legal vão a Maputo para investigações à morte de banqueiro Pedro Ferraz Reis
Suicídio é a conclusão da polícia moçambicana para morte do banqueiro do BCI, banco da CGD e BPI, mas esta hipótese levanta dúvidas. Governo envia Judiciária e Instituto de Medicina Legal a Maputo.
A Polícia Judiciária e o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses seguem neste fim-de-semana para Moçambique, no âmbito da morte do banqueiro Pedro Ferraz dos Reis. Num comunicado conjunto do Ministério dos Negócios Estrangeiros e do Ministério da Justiça, o Governo não esclarece se haverá uma autópsia realizada pela equipa portuguesa, ainda que a presença daquele instituto isso possa indiciar.
O administrador financeiro (apresentado no comunicado do Governo como “empresário”) do BCI, banco detido pela Caixa Geral de Depósitos e pelo BPI, foi encontrado morto no hotel Polana, na capital moçambicana.
No comunicado divulgado neste sábado, o Governo escreve que “na sequência dos contactos com as autoridades de Moçambique, decorridos ao longo desta semana, e no quadro de cooperação entre autoridades policiais e judiciárias de ambos os países, seguirá neste fim de semana para Maputo uma equipa composta por elementos da Polícia Judiciária e do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses. A equipa acompanhará as investigações da morte do empresário, Pedro Ferraz Reis, em estreita cooperação com as autoridades judiciárias e policiais”.
Na sequência dos contactos com as autoridades de Moçambique, decorridos ao longo desta semana, e no quadro de cooperação entre autoridades policiais e judiciárias de ambos os países, seguirá neste fim de semana para Maputo uma equipa composta por elementos da Polícia Judiciária e do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses
A polícia moçambicana considerou a morte como resultado de suicídio, numa reviravolta face à versão inicial.
A intervenção do Estado português é pedida numa petição que decorre neste momento, dirigida ao presidente da Assembleia da República, e que soma quase 9 mil assinaturas.
“Perante a incongruência das explicações que foram prestadas em relação à morte do cidadão português Pedro Ferraz Correia dos Reis, ocorrida a 19 de janeiro, em Maputo, Moçambique, vimos exigir a intervenção do Estado Português neste caso, com vista a apurar a verdade dos factos e a proteger a família deste nosso concidadão”, lê-se na petição.
Pedro Ferraz dos Reis, foi, segundo se lê na sua página de Linkedin, assessor do CEO no Banco de Fomento e Exterior entre 1995 e 1996, instituição viria a ser adquirido anos mais tarde pelo BPI. Neste banco, foi analista e sub-diretor do Departamento de Corporate Finance, responsável pelas operações de M&A, Structured and Project Financing, até 2004. Nesse ano passou para a área de marketing, enquanto diretor-geral adjunto, onde esteve nove anos — antes de ir para Moçambique em 2013.
Pelo meio desenvolveu outras atividades. Entre 1998 e 2007 foi professor assistente na Universidade Católica Portuguesa. Entre 2010 e 2015 foi presidente da comissão executiva da associação Alumni Association of Universidade Católica Portuguesa e também membro do conselho consultivo da Faculdade de Economia e Negócios da Universidade Católica Portuguesa (Porto).
Era licenciado em administração de empresas pela Universidade Católica Portuguesa, onde também tirou um mestrado em Finanças.
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