Porto de Sines fecha 2025 com quebra de 12%. Instabilidade laboral “não foi alheia” à descida
Maior porto do país diz que "instabilidade laboral" que marcou o ano não foi alheia aos resultados reportados na carga contentorizada, no ano passado.
O Porto de Sines movimentou, no ano passado, 42,1 milhões de toneladas, o que representa uma descida de 12% face a 2024. Ao nível da carga contentorizada, e depois de um ano recorde, 2025 fechou com uma quebra de 10%, uma descida que não é alheia à “instabilidade laboral” que marcou o ano, revela a APS – Administração dos Portos de Sines e Algarve.
“Foram diversos os fatores que contribuíram para este resultado, desde logo condicionado pelas condições atmosféricas adversas que se fizeram sentir nos meses de inverno de 2025, que levaram a um cenário atípico em Sines de impossibilidade ou muito condicionamento na operação de navios durante 26 dias“, justifica a administração em comunicado.
Ao nível da carga contentorizada, “o Terminal de Contentores de Sines – Terminal XXI registou 1,7 milhões de TEU, correspondendo a um decréscimo de 10% face a 2024, resultado que não ficou alheio a alguma instabilidade laboral verificada em 2025“, aponta o mesmo comunicado.
Pedro do Ó Ramos, presidente da administração portuária, já tinha admitido que 2025 não seria “tão bom”. As declarações foram feitas antes de a PSA Sines e o o Sindicato XXI terem alcançado um acordo de paz laboral com a duração de quatro anos.
“A situação ficou sanada no final do ano, perspetivando-se um cenário de estabilidade para o futuro“, confirma o comunicado de resultados. Ainda em relação a 2025, no segmento de carga contentorizada, a administração destaca “o crescimento de 4% registado na carga Import/Export, impulsionando o tráfego com o hinterland e a oferta competitiva de Sines aos importadores e exportadores Ibéricos”.
No caso dos granéis líquidos, a APS realça a paragem técnica da refinaria da Galp, no último trimestre do ano, que levou a um decréscimo da ordem dos três milhões de toneladas, face a 2024, totalizando o terminal de granéis líquidos um volume movimentado da ordem dos 18 milhões de toneladas.
Olhando para 2026, a empresa identifica “boas perspetivas” neste segmento, “decorrendo a requalificação deste terminal, no sentido de adaptá-lo para a movimentação de novos combustíveis verdes, contribuindo desta forma para o aumento da capacidade operacional da infraestrutura”.
A administração portuária destaca ainda que o terminal de gás natural liquefeito, apesar da forte pluviosidade registada em 2025 que condiciona a importação de GNL para produção de energia, registou índices de movimentação similares a 2024, garantindo o fornecimento de 96% das necessidades do país.
Ao contrário de Sines, o Porto de Portimão fechou 2025 a crescer, no segmento dos cruzeiros, registando um total de 56 escalas e 23.996 passageiros, o que correspondeu a um crescimento anual de 40% e 70%, respetivamente.
“Estes resultados reforçam o posicionamento de Portimão face aos tráfegos do Mediterrâneo, nomeadamente no que diz respeito a navios de cruzeiro de média capacidade e do segmento luxo, promovendo a região do Algarve como marca de prestígio e destino privilegiado para o mercado dos cruzeiros”, conclui a APS.
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