Mau tempo: Associação da restauração quer apoios a chegar aos empresários rapidamente

  • Lusa
  • 11:36

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) pede que os apoios "cheguem rapidamente" às empresas afetadas pelas tempestades em Portugal.

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) pede que os apoios “cheguem rapidamente” às empresas afetadas pelas tempestades em Portugal ” e que não se restrinjam àquelas que se localizam nos concelhos diretamente afetados.

Em comunicado hoje divulgado, a associação afirma manter “um diálogo contínuo com o Governo” para transmitir “de forma detalhada a realidade dramática” do setor e, mesmo reconhecendo “a pertinência das medidas já anunciadas”, pede que os apoios “cheguem, rapidamente, às empresas que deles dependem”.

“Por outro lado, os apoios devem contemplar todas as empresas afetadas, independentemente de se encontrarem ou não em concelhos formalmente declarados em situação de calamidade, uma vez que os efeitos da destruição assumem uma escala verdadeiramente nacional”, defende a AHRESP.

A associação quer ainda ver assegurado que os apoios chegam também aos empresários em nome individual, com ou sem contabilidade organizada, “evitando-se assim desigualdades injustificadas num momento tão crítico”.

“A ajuda tem de chegar a todos sem exceção, porque os danos, as perdas e o sofrimento alastram por todo o território”, afirma o organismo, que lançou um questionário de reporte de ocorrências para os seus associados, para identificar danos e necessidades urgentes e fundamentar medidas junto das entidades competentes, ajustadas a cada território.

Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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