Serviço da CP para a alta velocidade poderá, afinal, chegar aos 26 comboios

Aquisição de automotoras para a alta velocidade vai decorrer entre 2027 e 2032. CP mandatada para encontrar fundos europeus e financiamento no mercado.

O número de automotoras da CP para a alta velocidade ferroviária poderá chegar a 26. Na resolução do Conselho de Ministros que aprova a realização da despesa, prevê-se o lançamento de um segundo concurso que acrescentará seis comboios aos 20 já previstos, com um foco no serviço internacional.

A CP começará por receber 12 comboios, para os quais o diploma aprova uma despesa de 584,28 milhões de euros, que inclui 45 milhões para o desenvolvimento do parque oficinal ou a modernização de infraestrutura de manutenção. A empresa fica ainda com a opção de compra adicional de até 8 automotoras, mediante autorização expressa dos Ministérios das Infraestruturas e das Finanças, bem como obtenção da respetiva autorização de despesa.

A resolução acrescenta que “numa segunda fase, de acordo com a evolução da infraestrutura nacional e internacional, prevê-se o lançamento de um segundo concurso para o estabelecimento de uma segunda frota vocacionada para o transporte internacional, composta por e até 6 automotoras, totalizando assim uma frota de 26 automotoras (transporte nacional e internacional)”.

No diploma, o Governo indica que foi proposto pela CP um plano de negócios para a oferta de serviços de Alta Velocidade, “que se desenvolverá em várias fases de acordo com a execução da infraestrutura ferroviária em Portugal e Espanha”. Estratégia que, diz o diploma, permitirá à empresa de transporte tornar-se “um operador central no novo mercado de alta velocidade”.

O primeiro serviço de alta velocidade a entrar em serviço em Portugal será a ligação entre o Porto e Lisboa, de forma faseada, o que permitirá reduzir o tempo de viagem de 2h48 para 1h15. O Executivo afirma que o lançamento atempado do concurso permitirá “mitigar o risco” decorrente de um eventual não alinhamento entre a execução da infraestrutura e a aquisição do material circulante. Além desta linha, estão também a avançar os procedimentos para as ligações Porto-Vigo e Lisboa-Madrid.

A conclusão do primeiro troço, entre o Porto e Oiã, está prevista para 2030. A despesa de 584,28 milhões pela CP está calendarizada para acontecer entre 2027 e 2032, com os montantes mais elevados em 2030 (117,6 milhões) e 2031 (246,96 milhões).

O Governo pretende que pelo menos parte deste montante seja financiado por fundos europeus, competindo ao conselho de administração da CP tratar dos respetivos procedimentos. O restante financiamento será feito no mercado.

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