Salários devem abrandar. “2026 será um ano de prudência”

Consultora WTW prevê que salários deverão aumentar, em média, 3,2% este ano, o que corresponde a um abrandamento face aos reforços remuneratórios registados em 2025.

O ano de 2026 deverá ser sinónimo de um ligeiro abrandamento dos salários praticados em Portugal, de acordo com um novo inquérito da consultora WTW. Esta desaceleração é explicada pela descida da inflação, mas também pelos “sinais de maior equilíbrio” do mercado de trabalho, com a escassez de talento a afetar menos empresas.

“Após um período de maior incerteza económica, as organizações estão a privilegiar uma gestão prudente, mas consistente, da compensação. A média do aumento salarial real em 2025 foi de 3,5%, sendo que as empresas preveem uma ligeira descida em 2026 para 3,2%“, explica a consultora, na edição mais recente do seu “Salary budget planning survey”.

Na visão da WTW, há dois grandes fatores a influenciar a trajetória salarial em Portugal, neste momento. Por um lado, a inflação, que “deverá abrandar de 2,4% em 2025 para 2,0% em 2025, criando condições para orçamentos mais previsíveis“.

E, por outro, os sinais de equilíbrio do mercado de trabalho, com a taxa de desemprego a cair para 6% em 2025 e o PIB a crescer, previsivelmente, em torno de 2,3% este ano. Além disso, hoje 20% das empresas já dizem não ter problemas na atração e retenção, nota a consultora.

“No conjunto, os dados sugerem que 2026 será um ano de continuidade e prudência, com orçamentos estáveis, práticas de gestão salarial consolidadas e um mercado de trabalho que demonstra sinais de maior previsibilidade, fatores que dão às empresas margem para planear os orçamentos com mais segurança e alinhar a compensação com as realidades do negócio, apesar do contexto geopolítico se manter instável”, declara a WTW.

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