CEO da Hermès garante ter recusado encontros com Epstein

  • ECO
  • 12 Fevereiro 2026

Axel Dumas diz que rejeitou vários convites de Epstein para encontros e só esteve com ele uma vez. Nessa altura, já tinha "uma reputação deplorável", refere.

 

Axel Dumas e Henri-Louis Bauer, líderes da Hermès. Dumas é o presidente executivo da empresa

O presidente executivo da Hermès, Axel Dumas, garante que recusou por várias vezes encontros com Jeffrey Epstein, sublinhando que o norte-americano já tinha “uma reputação deplorável” no momento em que os encontros foram pedidos. “Tirámos uma fotografia espontânea, que ele obviamente guardou”, afirmou Dumas esta quinta-feira, à margem da apresentação de resultados da empresa.

A fotografia, de acordo com Axel Dumas citado pela Reuters, foi tirada no contexto de uma visita de Woody Allen e da mulher ao ateliê Hermès. Epstein integrava o grupo que realizou essa visita. Dumas diz que não sabia que o financeiro norte-americano estava nessa comitiva.

O CEO acrescentou ainda que, depois dessa foto, Epstein tentou reunir-se com ele em três ocasiões. Recusou sempre.

Os emails consultados pela AFP mostram que o CEO da casa francesa declinou esses convites. Em 2016, Epstein venceu um prémio num leilão solidário que consistia num estágio num ateliê da Hermès, mas a empresa recusou honrar o prémio e compensou a instituição de solidariedade em causa com um montante equivalente.

De acordo com a AFP, citando Axel Dumas, em 2012, Jeffrey Epstein solicitou à Hermès a remodelação do interior do seu avião privado, outro pedido recusado pela empresa francesa. “Não posso dizer exatamente o que sabíamos ou não sabíamos sobre ele, porque não me recordo — foi há 13 anos —, mas já tinha uma reputação deplorável”, afirmou o CEO, citado pela AFP.

Estes episódios, esclareceu ainda Axel Dumas, aconteceram durante um período de disputa entre a Hermès e o grupo LVMH, quando o maior grupo mundial de luxo construiu secretamente uma participação na fabricante de marroquinaria.

Jeffrey Epstein foi condenado em 2008 por crimes relacionados com prostituição de menores e novamente detido em 2019, em Nova Iorque, sob acusações federais de tráfico sexual de menores. Um mês depois, foi encontrado morto na cela onde aguardava julgamento.

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