Petróleo sobe com ataque iraniano e risco em Ormuz
Brent avançou mais de 3%, para mais de 96 dólares por barril, depois de Teerão lançar mísseis contra Israel. Ormuz volta a pesar nos mercados.
Os preços do petróleo subiram no domingo à noite, com o Brent a avançar mais de 3% para mais de 96 dólares por barril, depois de o Irão ter lançado mísseis balísticos contra Israel, noticia o Financial Times. Foi o primeiro ataque deste tipo desde o cessar-fogo de abril e agravou o risco de rutura da trégua no Médio Oriente, num momento em que se tentava reabrir o estreito de Ormuz.
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O West Texas Intermediate, referência norte-americana, subiu em proporção semelhante e negociava acima dos 93 dólares por barril. Segundo o Financial Times, o ataque iraniano ocorreu depois de uma ofensiva israelita em Beirute, que Telavive disse ter visado o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irão.
Os investidores receiam que a troca de ataques reacenda uma guerra aberta na região e reduza as hipóteses de um acordo para reabrir Ormuz. Pelo estreito passa habitualmente cerca de um quinto da oferta mundial de petróleo, mas a via está praticamente encerrada por Teerão desde os ataques iniciais dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, no final de fevereiro.
O Brent chegou a tocar os 126 dólares por barril desde o início do conflito, pressionando os preços dos combustíveis e alimentando a inflação em várias economias. Nas últimas semanas, as cotações tinham recuado com a expectativa de um acordo entre Washington e Teerão, mas analistas citados pelo Financial Times consideram que as hostilidades de domingo reduziram as probabilidades de uma solução rápida.
Donald Trump disse que os ataques não teriam “qualquer impacto” na capacidade de Washington fechar um acordo de paz com o Irão. O Presidente norte-americano afirmou ainda que Israel “não terá escolha” senão aceitar o entendimento e disse à Fox News que pediu ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para não retaliar contra Teerão.
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