Elétricos podem poupar milhares de euros por ano aos condutores. Veja as simulações

Compensa mais ter carro elétrico se houver condições para o carregar em casa. Conheça um novo simulador e alguns cenários que ilustram diferentes custos.

Os veículos elétricos podem poupar milhares de euros por ano aos condutores, em comparação com o custo que implica ter um carro a combustão. As maiores poupanças ficam reservadas àqueles que conseguem carregar a viatura em casa: os custos podem cair para cerca de um quarto quando se tem tomada própria, em vez de recorrer a carregadores públicos. Contudo, a troca para um veículo elétrico não compensa para todo o tipo de uso e condições. Através do simulador lançado esta quinta-feira pela ADENE, o ECO/Capital Verde detetou algumas exceções.

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A Agência para a Energia (ADENE) lançou o simulador esta quinta-feira com o objetivo de facilitar o cálculo dos custos associados a diferentes tipologias e usos de veículos elétricos, assim como os tarifários mais benéficos para cada caso. É também possível obter uma estimativa da poupança anual que pode significar a mudança para um elétrico, face a um veículo a combustão.

Esta ferramenta permite calcular os custos dependendo da localização, do tipo de veículo, da distância habitualmente percorrida e também tendo em conta se o utilizador tem a possibilidade de carregar o respetivo veículo em casa ou se tem de recorrer a carregadores públicos, entre outros fatores.

De acordo com o levantamento feito pelo ECO/Capital Verde, que se concentrou numa só cidade (Lisboa) para permitir a comparação, há uma distinção óbvia: compensa muito mais ter carro elétrico se houver condições para o carregar em casa. Num dos cenários traçados, que toma como referência um condutor de uma zona rural, que usa o veículo cerca de cinco dias por semana e percorre trajetos médios, aos quais soma algumas deslocações de maior distância, os custos associados ao veículo são quatro vezes superiores caso o condutor não consiga carregá-lo a partir de casa.

Por outro lado, não é garantido que conduzir um carro elétrico saia mais barato: o ECO/Capital Verde deparou-se com uma exceção, na qual avaliou os custos de ter um veículo elétrico para percorrer longas distâncias mas não ter como o carregar em casa, e percebeu que, neste caso específico, um veículo a combustível apresenta-se como a opção mais económica.

O secretário de Estado da Energia, Jean Barroca, que discursou na apresentação do simulador, afirmou que o atual panorama geopolítico “cria uma enorme pressão para o dia a dia das pessoas naquilo que é uma considerável fonte de despesa: os combustíveis”. Neste sentido, a “mobilidade elétrica passa a ser uma questão de economia”, avalia. O próprio confessa que, como condutor de um carro elétrico, sente que “às vezes é preciso andar de calculadora na mão”, e espera que esta ferramenta venha ajudar a aliviar esse fardo. O presidente da ADENE, Nelson Lage, entende que “o desafio é criar condições para que mudança [para veículo elétrico] seja possível”, considerando que “informação simples e transparente” é uma dessas condições.

Além da calculadora de custos, o simulador informa também acerca de quais os tarifários disponíveis e mais adequados a cada caso.

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