“Já devíamos ter medidas de contingência”. Pedro Nuno critica Governo por falta de plano anti tarifas

"O nosso Governo revela que não antecipou o problema e refugia-se em reuniões ministeriais para fins eleitorais", refere o secretário-geral do PS, lembrando o plano desenhado por Espanha.

O secretário-geral do PS apontou esta sexta-feira o dedo ao Governo por não ter preparado um pacote de apoio aos setores económicos que serão mais atingidos pelo impacto das tarifas do presidente norte-americano, Donald Trump. Pedro Nuno Santos defendeu ainda uma reação firme da União Europeia aos Estados Unidos.

Já devíamos ter medidas de contingência preparadas para mitigação dos impactos nos nossos setores económicos previsivelmente mais afetados. Era o que já teríamos feito se fossemos governo”, escreveu o líder socialista numa publicação na rede social X.

Para criticar o Executivo de Luís Montenegro, Pedro Nuno Santos deu o exemplo de Espanha, onde o socialista Pedro Sánchez preparou um Plano de Resposta e Relançamento Comercial de 14,1 mil milhões de euros para “mitigar a guerra comercial” com um “escudo para proteger” as empresas e os trabalhadores,

“Enquanto outros governos europeus, como o espanhol, já estão a preparar pacotes de apoio aos setores mais atingidos, o nosso Governo revela que não antecipou o problema e refugia-se em reuniões ministeriais para fins eleitorais”, acusou.

O Ministério da Economia vai reunir-se com 16 associações empresariais para “avaliar o impacto e as medidas de mitigação das tarifas anunciadas” pelos EUA esta quarta-feira. A “ronda de reuniões” irá decorrer entre quarta e sexta-feira da próxima semana.

Em paralelo, o Governo vai criar um grupo de acompanhamento da guerra tarifária e está a desenhar medidas de apoio ao nível do Compete e do Banco de Fomento. A intenção é ajudar as empresas a resistir a este novo cenário no comércio internacional.

Para o líder do PS, “a escalada de guerra comercial gerada pelas tarifas de Trump vai ter impacto negativo para a economia, desde logo dos Estados Unidos, mas também à escala global, e Portugal não é exceção“. Neste sentido, defende que “a União Europeia, sem fechar a via do diálogo, tem de reagir com firmeza, mas sobretudo com inteligência na defesa intransigente” dos interesses europeus.

Também o Bloco de Esquerda, mais tarde, criticou a “paralisia total” do Governo perante a guerra comercial. “As tarifas impostas por Trump eram esperadas, Trump avisou. Vão afetar a economia e a indústria portuguesa, as exportações portuguesas, o emprego em Portugal e o Governo está calado, não diz nada, não preparou nada”, disse Mariana Mortágua, em declarações aos jornalistas na sede nacional do BE, em Lisboa, durante um encontro com voluntários para a campanha eleitoral.

A coordenadora do BE defendeu também que “é importante que o Governo venha dizer o que é que pensa sobre estas tarifas e como é que se vai defender”. Mortágua defende que é preciso “ter cuidado com as retaliações aleatórias, porque um dos efeitos da retaliação é que elas podem tender a aumentar os preços e, portanto, a inflação”, ainda que considere que a “UE deve retaliar” em “setores e áreas específicas, que não coloquem em causa nem provoquem uma inflação generalizada”.

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quarta-feira taxas aduaneiras mínimas adicionais de 10% sobre todas as importações norte-americanas a partir de 5 de abril e sobretaxas para países que considera particularmente hostis ao comércio, como por exemplo a União Europeia (20%) e a China (34%), a partir de 9 de abril.

No dia seguinte, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, garantiu que o bloco está “pronto para responder” à imposição de tarifas por parte dos Estados Unidos e está a trabalhar em novas medidas de retaliação. “Já estamos a finalizar o primeiro pacote de contramedidas em resposta às tarifas do aço e estamos agora a preparar outras medidas para proteger os nossos interesses e negócios, se as negociações falharem”, disse a dirigente.

(Notícia atualizada às 20h24 com a reação do Bloco)

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WPP compra InfoSum. Quer potenciar oferta de dados baseada em IA

  • + M
  • 4 Abril 2025

A aquisição é para permitir construir, treinar e implementar modelos de IA personalizados que utilizam diversos conjuntos de dados para gerar insights de forma instantânea, otimizando as campanhas.

A WPP anunciou a compra da InfoSum. A empresa que funciona como uma plataforma de colaboração de dados junta-se ao GroupM, holding de media da WPP, para “impulsionar” a criação de soluções de marketing aprimoradas através de inteligência artificial (IA).

A integração da InfoSum é um “grande passo estratégico” na oferta de dados baseados em IA da WPP, conferindo ao grupo e aos seus clientes “acesso imediato à maior fonte multiplataforma de dados seguros para marketing intelligence, segmentação de público e treino de modelos de IA”, refere-se em nota de imprensa.

Os clientes podem assim, de forma rápida, construir, treinar e implementar modelos de IA personalizados que utilizam esses diversos conjuntos de dados para gerar insights de forma instantânea, otimizando campanhas ao longo de todo o ecossistema de marketing e entregando melhorias mensuráveis ​​no desempenho da campanha em algumas horas, em vez de demorar semanas, aponta-se.

A rede global de dados da InfoSum inclui centenas de milhões de dados de diversas plataformas de media (como da Netflix, News Corp, Samsung Ads, Channel 4, DirectTV ou ITV), bem como de grandes retalhistas a nível mundial e de parceiros de gestão de dados (como a Experian, TransUnion, Circana, Dynata ou a NCSolutions).

“Trazer a InfoSum para a WPP é um grande passo para as nossas capacidades de dados e para os resultados que podemos entregar aos nossos clientes. Ela permite que os clientes mantenham o controlo total dos seus dados primários, ao mesmo tempo que lhes dá acesso a quantidades muito maiores de dados de alta qualidade e em conformidade com a privacidade necessária, além de tecnologia pioneira que não está disponível em nenhum outro lugar no mercado”, diz Mark Read, CEO da WPP, citado em comunicado.

Já Brian Lesser, CEO do GroupM, refere que esta integração permitirá a criação de “ainda mais valor com os first-party data dos clientes, bem como o treino de modelos de IA com esses dados numa “escala e velocidade sem precedentes”.

Lauren Wetzel, CEO da InfoSum, aponta também que a missão da InfoSum “sempre foi reimaginar como os dados impulsionam o marketing de uma forma segura, que dê prioridade à privacidade e, mais importante, que impacte anunciantes e consumidores”.

A WPP e o GroupM são os parceiros perfeitos para nos ajudar a acelerar o nosso impacto a uma escala verdadeiramente global. Não poderíamos estar mais animados por unir forças com a equipa do GroupM, à medida que a privacidade e a segurança se tornam questões não negociáveis e que a IA nos permite redefinir o que é possível para anunciantes e para a nossa rede de parceiros de media e de dados”, acrescenta.

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TVI e SIC separadas por três décimas em março

No mês em que a informação foi dominada pela crise política, a SIC recuperou o prime time e a RTP1 as manhãs. Na informação, CNN Portugal, SIC Notícias e RTP3 reforçam o share.

 

A SIC encurtou para três décimas a distância que a separa da TVI em março. No mês em que se sabe que o país vai novamente a votos, a estação da Impresa obteve um share de 14,7%, mais 0,6 pontos percentuais (pp) do que em fevereiro. A TVI, estação líder, fechou o mês com 15% de share, menos 0,7 pp do que no mês anterior.

Em média, o canal da Media Capital foi visto por 326.3 mil telespectadores, mais 7,2 mil do que a estação da Impresa.

A RTP1, com um share de 11,7%, foi seguida em média por 254 mil pessoas e a RTP2 por 14,3 mil telespectadores, mostram os dados trabalhados pela Dentsu/Carat para o +M/ECO.

 

Analisando por faixas horárias, no último mês assiste-se a três alterações mais significativas, na comparação com fevereiro. O período das 7h30 às 12h foi recuperado pela RTP1 e o prime-time pela SIC, estação que surge empatada com a TVI no late night.

O período das 12h às 14h continua a ser ganho pela SIC, a faixa das 14h às 18h mantém-se liderada pela TVI, o pré prime-time pela RTP1 e a madrugada de novo pela TVI.

Dos 15 programas mais vistos, seis são da TVI, cinco da SIC e os outros quatro da RTP1, com o futebol, mais uma vez, a liderar o ranking dos canais aerial.

No cabo, a CMTV mantém a liderança destacada mas caí 0,3 pp, registando no último mês uma share de 6,1% e uma audiência média de 133,6 mil telespectadores.

Na informação a primeira posição continua com a CNN Portugal, com um share de 2,1% e uma audiência média de 57,3 mil telespectadores. Segue-se a SIC Notícias, com um share de 2,1% e uma audiência média de 46,6 mil telepectadores, o News Now, que mantém um share de 1,3% e regista uma audiência média de 28,5 mil pessoas, e a RTP3, que no último mês subiu ao top 20, com um share de 0,8% e uma audiência de 18,5 mil telespectadores

Star Channel, Globo, Hollywood, Star Movies, , SIC Mulher e Star Life são os restantes canais que compõem o top 10 dos canais mais vistos do cabo.

Nos programas, a entrevista da CNN Portugal a André Ventura é a exceção à hegemonia da CMTV, que protagoniza 14 dos 15 programas mais vistos.

 

 

Nota Técnica para a produção da análise evolutiva e mensal
Dados: Yumi / Caem_TV Fonte: Mediamonitor/ GFK Análise Dentsu/Carat para o +M/ECO
Outros: Vídeo, DVD, VHS, Blu-Ray, satélite, consolas, unmatch (além dos 150 canais medidos e o time-shift com um delay de sete dias), plataforma dos operadores (vídeo clube, jogos)
Aud. Total: Percentagem de indivíduos que contactaram um canal, pelo menos uma vez.
Aud. Média: Audiência provável que contacta com o canal em qualquer momento do período respetivo.
Tempo médio despendido: Média do tempo que cada indivíduo contactado despendeu com um canal num determinado período.
Share Aud.: Percentagem de tempo que é despendido a ver um dado canal relativamente ao tempo total de visão do meio (televisão) num determinado período.

Top produzido para programas “Net” (TeleReport), com duração superior a três minutos. Audiência corresponde à média ponderada das partes do programa. Não são considerados como programas: Sorteios e Tempo de Antena.

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Pedro Reis defende “parceria profunda” com EUA, mas pede “investimento em vez de tarifas”

Declaração do ministro surgiu após embaixada americana dizer que EUA e Portugal partilham o Atlântico. "Podem-lhe chamar bacalhau e nós codfish, mas pescamos nas mesmas águas", disse o diplomata.

O ministro da Economia aproveitou a inauguração do primeiro edifício do data center em Sines, que tem por trás um investimento norte-americano de 8,5 mil milhões de euros, para defender a abertura da economia dos Estados Unidos ao mundo e a construção de uma “parceria estratégica profunda” entre os Estados Unidos, Portugal e a Europa.

“Que boa semana para dizer que é bom para a economia mundial estar aberta ao mundo, para dizermos que o investimento americano é muito bem-vindo em Portugal”, começou por dizer Pedro Reis, na cerimónia oficial de abertura do centro de dados da Start Campus, em Sines.

“É uma boa semana para relembrar que queremos construir com os Estados Unidos uma parceria estratégica profunda, num mercado que é essencial para todos e que os Estados Unidos são uma referência também nos gigantes tecnológicos, mas para todos os outros setores”, afirmou o ministro com a pasta da Economia, no dia seguinte à aplicação de taxas aduaneiras recíprocas sobre os bens importados dos EUA.

Diplomata garante que países “partilham mesma fronteira”

Depois de o diplomata Douglas A. Koneff, chargé d’affaires na Embaixada dos EUA em Lisboa, garantir que Portugal e Estados Unidos “partilham a mesma fronteira”, o Oceano Atlântico, o ministro da Economia respondeu: “Que boa semana para dizer à economia mundial que não há fronteiras”, referindo-se às novas tarifas de Donald Trump. “Podem-lhe chamar bacalhau e nós codfish, mas pescamos nas mesmas águas”, brincou o encarregado de negócios.

Segundo Pedro Reis, este campus em Sines mostra aos investidores externos que Portugal dá “continuidade” aos projetos, porque foi iniciado no anterior Governo liderado por António Costa. “É uma coincidência num período pré-eleitoral”, assinalou, enaltecendo também o trabalho das agências públicas, como a Aicep.

“Que bom evento para testemunhar o quanto é fundamental um compromisso dos EUA e Portugal e a Europa. Com confiança em vez de afastamento, investimento em vez de tarifas, combate a barreiras em vez de bloqueios e liberalismo em vez de protecionismo. Este é o caminho da economia mundial”, afirmou o ministro da Economia para uma plateia repleta de representantes da embaixada norte-americana.

Para o governante, o megacentro de dados é um exemplo do caso português como “força” de recursos humanos, cadeias de valor diversificadas, atração de investimento americano, tratamento de águas e arrefecimento das instalações através de um “ativo estratégico”, como o mar, e conectividade. “Portugal é um porto de abrigo. É uma amarração estratégica muito além dos cabos submarinos”, concluiu Pedro Reis.

“Sines propicia futura amarração de novos cabos submarinos”

Já o ministro das Infraestruturas utilizou este projeto tecnológico, criado com capital privado, para alertar para a necessidade de desburocratizar o licenciamento. “Moderar o risco dos investimentos com regulação que garanta equidade. A Europa tem tido uma regulação fechada. Existe um perto de capital no setor das telecomunicações, que está sem capacidade de fazer o investimento que deveria”, advertiu Miguel Pinto Luz.

O governante com a pasta das Infraestruturas considera o data center em Sines “essencial” para a “ambição de ser maior” e enumerou as ligações ao porto de Sines, o maior do país com 50 milhões de toneladas de carga movimentadas por ano. A seu ver, está pronto para mais cabos submarinos no futuro.

“Sines consolida-se como ponto estratégico, neste hub dotado de tecnologias avançadas e soluções sustentáveis. Sines é plataforma propícia para a futura amarração de novos cabos submarinos. Entre 97% e 99% das comunicações digitais são hoje realizadas através de cabos submarinos. Por outro lado, o Porto de Sines está, no cenário internacional, no Top15 dos portos europeus”, disse Miguel Pinto Luz.

Ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz © Hugo Amaral

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Mulheres chamadas à liderança pelo exemplo

Ter mulheres na liderança, sobretudo em áreas como a energia, é importante, pois é essencial para que mais sigam o mesmo caminho e se inverta o desequilíbrio.

“Eu nunca tive o plano de ser presidente da ERSAR [Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos]”, indica Vera Eiró, atualmente no cargo. Não tinha um plano definido, concentrando-se sobretudo em apresentar resultados. Até que, o escritório de advogados onde trabalhava lhe propôs um curso de liderança feminina, para o qual foi “bastante contrariada”. Mudou-lhe a perspetiva. “A partir desse momento, percebi que tinha que passar a olhar para o futuro, e tentar perceber o que quero fazer, e não tanto se estou ou não a cumprir um caderno de encargos”, explica. Passou, por exemplo, a informar-se sobre as regras para as promoções e a evidenciar que estava disponível para ser promovida.

Alice Khouri, que chefia o departamento legal da energética Helexia, reconhece que se move num setor “muito desigual” no que toca à força de trabalho. “E, é claro, não podia ser diferente nos cargos de topo”, observa. “Até ao último ano eu dizia muito que nunca me tinha sentido discriminada, e fui chamada à atenção por parte da minha mãe. Ela disse: ‘Minha filha, uma mulher que nunca foi discriminada, é só uma mulher distraída’.”

E a verdade, de acordo com dados do Fórum Económico Mundial, é que a igualdade de género não é uma realidade em nenhum país do mundo, salientou. Em relação aos temas da sustentabilidade, nos quais a presença feminina é mais relevante, Eiró considera que “podem ser uma armadilha para as mulheres”. “Se não for olhado como uma questão de negócio, é um adereço”, alerta.

Ana Fontoura Gouveia, que coordena o gabinete de sustentabilidade no Banco de Portugal, mas já exerceu o cargo de secretária de Estado da Energia, considera “expressivo” o desequilíbrio nesta área e salienta que o problema que daqui decorre é que se, as jovens raparigas não escolhem cursos superiores nas áreas de ciências, de engenharia e matemática, “isso significa que mais à frente os seus salários também serão piores”.

Fontoura Gouveia aponta que, no universo dos melhores alunos de matemática do secundário, no grupo dos rapazes 50% quer ir para engenharias, enquanto só 15% das raparigas o escolhem. “Precisamente porque não há exemplos. Não há modelos femininos nestas áreas. Ou há muito menos. E é por isso que eu acho que é tão importante termos uma Ministra da Energia que é mulher, ou uma secretária de Estado”, defende. Vera Eiró concorda: “Não é dar exemplo no sentido de que as mulheres [nas chefias] têm de ser perfeitas, porque isso é excessivo. É para mostrar que é possível.”

Veja ou ouça a conversa na íntegra aqui:

Áudio:

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Fábrica, sol e floresta. Oliveira do Hospital ‘fura’ investimento de 50 milhões da Sonae Arauco

Além do polémico parque de painéis solares, empresa de derivados de madeira constrói unidade de madeira pré-triturada, dois armazéns, automatiza a produção e refloresta e recupera áreas ardidas.

Abrangendo projetos nas áreas da eficiência operacional, economia circular, descarbonização e reflorestação e recuperação de zonas afetadas por incêndios, a Sonae Arauco anunciou esta sexta-feira que está a investir cerca de 50 milhões de euros na unidade de Oliveira do Hospital.

Com o objetivo de “reforçar a competitividade e a sustentabilidade das suas operações, potenciar as exportações e contribuir para a comunidade”, estes projetos industriais “estratégicos” incluídos no PRR visam reforçar a fábrica do distrito de Coimbra, que assegura mais de 200 empregos diretos e perto de 600 indiretos.

“Os projetos em curso vão contribuir para fazer da unidade em Oliveira do Hospital uma referência mundial no setor. Estamos a investir na transição verde e digital da unidade de forma a melhorar a sua competitividade a longo prazo e a assegurar a sua sustentabilidade”, indica Rui Correia, CEO da empresa de derivados de madeira nascida de uma joint-venture entre a Sonae Indústria e a chilena Arauco.

Os projetos em curso vão contribuir para fazer da unidade em Oliveira do Hospital uma referência mundial no setor.

Rui Correira

CEO da Sonae Arauco

Na área da descarbonização destaca-se um empreendimento de produção de energia renovável solar para autoconsumo para garantir cerca de 30% das necessidades da unidade industrial. Este parque de painéis solares na zona do vale do Alva tem sido criticado pela oposição a nível local (PSD e CDS), o que levou a autarquia liderada pelo socialista José Francisco Rolo a garantir que foi “muito exigente” e até obrigou a empresa a reduzir a área de implantação de 6,9 para 3,6 hectares.

Ao nível da eficiência operacional, o grupo está a investir em dois novos armazéns em Oliveira do Hospital para “reforçar a competitividade da empresa e consolidar a sua capacidade de entrega”. Em comunicado, detalha que a verba inclui a digitalização e automação dos armazéns, assim como do processo produtivo, oferecendo “ganhos de eficiência e melhoria do impacto das operações”.

Por outro lado, além do investimento já noticiado pelo ECO numa unidade de pré-triturado para aumentar a capacidade de incorporação de madeira reciclada com o objetivo de chegar aos 85% em 2026, está a “estudar o desenvolvimento de uma tecnologia inovadora para separar o MDF [sigla em inglês para ‘aglomerado de fibras de média densidade’] da estilha reciclada rececionada na fábrica” para conseguir incorporar mais madeira reciclada neste tipo de soluções.

Na mesma nota, a empresa sublinha ainda as atividades de reflorestação e de recuperação de áreas ardidas. Já se encontra a gerir uma área ardida em 2017 no Vale da Macieira e está neste momento a negociar uma proposta de arrendamento e intervenção numa área de cerca de 50 hectares, que prevê o controlo de invasoras, a redução de risco de incêndios, a gestão do pinhal existente, a recuperação de linhas de água e a plantação de folhosas.

Reportagem na fábrica de derivados de madeira da Sonae Arauco, em Oliveira do Hospital - 28MAI24
José António Silva, diretor da fábrica da Sonae Arauco em Oliveira do HospitalRicardo Castelo/ECO

“Oliveira do Hospital desempenha um papel central na estratégia do grupo, pelo que estamos a reforçar o investimento no concelho com projetos inovadores e sustentáveis que nos colocam na vanguarda do setor. Queremos continuar a levar os produtos produzidos na nossa unidade para todo o mundo, apostando na diferenciação da nossa oferta pela sua inovação, design e sustentabilidade”, resume o diretor da fábrica, José António Silva.

Detida 50%/50% pela Arauco e pela Efanor, holding da família de Belmiro de Azevedo, ao todo, a Sonae Arauco detém 23 unidades industriais e comerciais, comercializa os seus produtos em 70 países e contabiliza cerca de 2.600 trabalhadores em nove países: Portugal, Espanha, Alemanha, África do Sul, Reino Unido, França, Países Baixos, Suíça e Marrocos.

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Preços do petróleo afundam mais de 6% com retaliação da China às tarifas

  • Joana Abrantes Gomes
  • 4 Abril 2025

As tarifas anunciadas por Donald Trump e a resposta de Pequim estão a penalizar as cotações dos benchmarks, pressionados também pelo aumento da produção do cartel OPEP+.

O anúncio de uma nova bateria de tarifas por Donald Trump está a afetar também as cotações do petróleo nos mercados internacionais, estando mesmo a encaminharem-se para o valor mais baixo desde meados de 2021, ano marcado pela pandemia de Covid-19.

Às 11h59 (hora de Lisboa) desta sexta-feira, o barril de Brent, cotado em Londres e que serve de referência às importações europeias, caía 6,44%, para 65,64 dólares, enquanto o WTI, negociado em Nova Iorque, recuava 6,35%, para 62,66 dólares. Ambos os benchmarks caminham para as maiores perdas semanais em termos percentuais em meio ano.

A queda dos preços do “ouro negro” agravou-se ainda mais após a China anunciar, esta manhã, que vai impor tarifas adicionais de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA a partir de 10 de abril, como retaliação pelos direitos aduaneiros anunciados pelo Presidente norte-americano na quarta-feira.

Além das tarifas anunciadas pelas duas maiores economias do mundo, o desempenho das cotações do petróleo está a ser impactado pelo aumento da produção anunciado na quinta-feira pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados (OPEP+), em 411.000 barris por dia em maio, acima da estimativa do mercado de 140.000 barris por dia.

“Isto inclui o aumento originalmente planeado para maio, para além de dois aumentos mensais”, referiu a organização que abrange países como a Arábia Saudita, a Rússia, o Iraque, o Kuwait, o Cazaquistão, a Argélia e Omã.

Ainda assim, ressalvou que “os aumentos graduais podem ser interrompidos ou invertidos em função da evolução das condições do mercado“.

Os níveis de produção para junho serão decididos numa reunião em 5 de maio.

Note-se, porém, que a Casa Branca confirmou que o petróleo, o gás e os produtos refinados estavam isentos das novas tarifas.

Não obstante, as tarifas de 25% aplicadas aos países que importam petróleo da Venezuela têm efeitos a partir desta semana. Trump também ameaçou impor taxas entre 25% a 50% aos compradores de petróleo da Rússia e alertou para um “bombardeamento” e para a aplicação de “tarifas secundárias” ao Irão, outro dos maiores produtores de petróleo.

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Banca europeia em queda a pique. BCP afunda 10% e volta a negociar abaixo dos 50 cêntimos

As novas tarifas comerciais dos EUA esmagam a confiança nos investidores e atiram ações do BCP e dos bancos europeus para quedas históricas com receios de uma recessão global.

As ações do BCP BCP 9,43% chegaram a negociar esta manhã uma queda superior a 10%, que acumulam às perdas de 4,4% da sessão de quinta-feira, colocando as ações a negociar abaixo dos 50 cêntimos pela primeira vez desde 5 de fevereiro.

O movimento desta sexta-feira dos títulos do banco liderado por Miguel Maya, que chegaram a negociar nos 48,45 cêntimos de euros, colocam não apenas o BCP como a “lanterna vermelha” do principal índice da Euronext Lisboa (que está a cair 3%), como se trata da maior correção das ações do BCP desde 10 de junho de 2022, quando os títulos encerraram a cair 11,3%.

Mas o BCP não está sozinho nas quedas desta sexta-feira que se está a pintar um autêntico “meltodown” das bolsas mundiais, como resposta à nova política comercial dos EUA marcada por um aumento significativo das tarifas comerciais. As ações dos bancos europeus estão a cair 9,45%, acompanhando o movimento mais amplo de aversão ao risco que está a abalar os mercados europeus.

Ações do BCP sob pressão

Entre as instituições financeiras mais afetadas destacam-se as ações dos bancos espanhóis e italianos com quedas acima dos 10%, e pelos bancos com maior exposição mundial, como o Santander (que está a cair 11%) e o Barclays (regista uma correção de 10,3%).

“Embora estejamos a acompanhar as implicações dos recentes anúncios de tarifas nos EUA, é em tempos difíceis que o valor da nossa diversificação é mais evidente”, referiu Ana Botín, presidente do Santander, esta sexta-feira na assembleia-geral anual do banco, salientando ainda que “A nossa diversificação atua como um estabilizador num ambiente global incerto.”

A queda das ações do BCP e dos restantes bancos europeus reflete a pressão crescente sobre o setor bancário europeu, que enfrenta um duplo golpe: as incertezas económicas geradas pela nova política comercial dos EUA e os receios de uma recessão global.

A imposição de tarifas aduaneiras adicionais pela Administração norte-americana está a provocar um abalo significativo no comércio global, com impactos diretos na confiança dos mercados e nas perspetivas de crescimento económico.

Impacto das tarifas nos mercados financeiros

Embora os bancos não sejam diretamente visados pelas tarifas, estão altamente expostos às consequências económicas das mesmas. A desaceleração do crescimento global pode reduzir a procura por crédito, afetar a qualidade dos ativos e pressionar os rácios de solvência das instituições financeiras.

Além disso, as turbulências nos mercados podem impactar negativamente as receitas provenientes de comissões e operações financeiras.

A descida do BCP para valores inferiores a 50 cêntimos é particularmente simbólica. Após anos de recuperação e uma valorização expressiva desde os mínimos históricos de 2020, o banco tinha conseguido ultrapassar esta barreira no início de fevereiro, alimentando expectativas positivas entre investidores. Contudo, o cenário atual demonstra como fatores externos podem rapidamente inverter esta trajetória.

Os analistas alertam que o impacto das tarifas norte-americanas poderá ser prolongado, especialmente se as tensões comerciais persistirem e escalarem de níve — como já se assitiu esta sexta-feira com a China a anunciar uma reciprocidade de uma tarifa de 34% sobre todos os bens importados dos EUA.

Segundo a casa de investimento Jefferies, bancos com menor exposição ao comércio internacional poderão estar mais bem posicionados para enfrentar este período turbulento. Contudo, no curto prazo, espera-se que a volatilidade continue elevada nos mercados financeiros.

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Rangel reforça presença na África do Sul com novo hub logístico em Joanesburgo

Presente na África do Sul desde 2020, a Rangel está atualmente em nove países, emprega 2.500 pessoas e fatura 260 milhões de euros. Operações internacionais valem cerca de 20% do negócio.

A Rangel Logistics Solutions inaugurou um novo hub logístico em Joanesburgo, consolidando a presença na África do Sul com um investimento acumulado no país de seis milhões de euros.

“Entrámos na África do Sul com uma visão clara: estar onde o continente pulsa com mais força e ser parte ativa do seu desenvolvimento. Este investimento confirma a nossa aposta de longo prazo na região,” afirma Nuno Rangel, CEO da Rangel Logistics Solutions, citado em comunicado.

Com uma área de 10 mil metros quadrados, o novo armazém junto ao aeroporto de Joanesburgo será a base para serviços de contract logistics, armazenamento alfandegado e cross-docking. Além deste investimento, a empresa de logística também irá abrir um novo escritório no país, em Nakop, na fronteira com a Namíbia.

“Esta infraestrutura não só vai potenciar a capacidade de resposta às necessidades logísticas da África do Sul, como também facilitará as trocas comerciais entre mercados vizinhos, como Moçambique, Zâmbia, Angola, República Democrática do Congo, Tanzânia, Botsuana, Zimbabué e Namíbia”, detalha o grupo nortenho.

Desde 2020, a Rangel abriu quatro escritórios nas principais fronteiras sul-africanas e expandiu a presença à Zâmbia (2021) e à Tanzânia (2022), elevando o investimento total nos três países para sete milhões de euros. No total, a operação internacional representa cerca de 20% da faturação da empresa, sendo a África do Sul responsável por 8% desse volume.

Nuno Rangel, CEO da Rangel Logistics Solutions

A Rangel destaca ainda o papel como plataforma de apoio às exportações portuguesas, contribuindo para o acesso a novos mercados no continente africano. “Temos como objetivo ser mais do que um operador logístico – queremos ser um facilitador do comércio regional e uma ponte entre África e o mundo, usando Portugal como elo estratégico”, frisa Nuno Rangel.

A internacionalização da Rangel iniciou-se em 2007, com a abertura de uma filial em Angola, seguindo-se Moçambique em 2011, Brasil em 2013, Cabo Verde em 2015, México e África do Sul em 2020, Zâmbia em 2021 e Tanzânia em 2022. Fala num “triângulo logístico” entre América, África e Europa.

Fundada em 1980, a Rangel é um operador logístico global com presença em nove países e um portefólio completo de soluções integradas de transporte e logística. Com 2.500 colaboradores e 389.600 metros quadrados de área logística, a empresa registou em 2024 uma faturação de 260 milhões de euros.

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Da NATO para o vinho, uma missão com final feliz

  • Rita Ibérico Nogueira
  • 4 Abril 2025

Segurança e Defesa eram o plano, mas o vinho falou mais alto. Sofia Soares Franco trocou a NATO pelo enoturismo, onde brilha com ética, organização e um copo de Periquita na mão. Missão cumprida! 🍷

Segurança e Defesa pareciam ser o seu destino – e com um percurso que passou pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e pela NATO, tudo apontava nesse sentido. Mas a chamada da família e do vinho foi mais forte. Desde 2006, Sofia Soares Franco dedica-se ao Enoturismo da José Maria da Fonseca, onde profissionalizou a área e acumulou a Comunicação Institucional da casa, uma das mais icónicas de Azeitão.

No tempo livre, inspira-se entre as paisagens da Arrábida e desafia-se a ser melhor a cada dia. Gostava de saber tocar viola, mas por enquanto aperfeiçoa outro talento: arrumar a casa vezes sem conta – um guilty pleasure que não dispensa. No topo da sua lista de luxos? Tempo com a família (e, claro, um copo de Periquita com queijo de Azeitão). Se tivesse de escolher um último prato, a decisão seria séria: alheira com batatas fritas e ovo estrelado, fechando com mousse de chocolate e Aguardente Mosca. Escolhas seguras, como convém a quem já passou pela NATO.

Quando precisa de se inspirar vai…
…Para casa ou para a Serra da Arrábida, que tem uma vista única e verdadeiramente inspiradora.

Que talento mais gostaria de ter?
Tocar viola.

Um guilty pleasure.
Arrumar e organizar a casa vezes sem conta.

Um defeito imperdoável.
Falta de ética.

O que é para si o maior luxo?
Tempo com a família

Noutra vida foi…
…(esta é difícil)… talvez chef de cozinha.

Personagem que convidava para jantar.
O meu marido, sempre.

Uma perdição a que não resiste.
Um copo de vinho de Periquita e queijo de Azeitão.

Viagem dos sonhos.
África.

O melhor presente que recebeu.
Os meus filhos.

Lema de vida.
Tentar no hoje ser melhor que ontem.

Última coisa que comprou e adorou?
Kobo.

O melhor livro que leu este ano.
Todos os do Lourenço Seruya que li de seguida.

Um sítio que lhe diz muito.
Azeitão, onde nasci e cresci e que me remete para memórias de infância extraordinárias.

Prato que pedia se estivesse no corredor da morte?
Alheira com batatas fritas e ovo estrelado e, para sobremesa, a mousse de chocolate, com sal e Aguardente Mosca, do nosso Wine Corner, adoro!

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Megacentro de dados em Sines traz investimento de 30 mil milhões para Portugal até 2030

A previsão a cinco anos foi dada esta sexta-feira pela Start Campus e embaixada dos EUA na inauguração do primeiro edifício do data center e envolve os novos projetos de clientes, além da construção.

O CEO da Start Campus disse esta sexta-feira que o centro de dados em Sines vai trazer um investimento de mais 30 mil milhões de euros para Portugal nos próximos cinco anos. O valor inclui um montante adicional ao que a empresa alocou para a construção e diz respeito aos novos investimentos dos atuais e futuros clientes, quando instalarem os seus servidores.

“Pode atingir os 30 mil milhões, incluindo o que os clientes vão investir. É tudo uma estimativa”, afirmou Robert Dunn aos jornalistas, à margem da cerimónia de inauguração do primeiro edifício do data center no litoral alentejano, em Sines.

Está cortada a fita (verde) do primeiro edifício do maior centro de dados em Portugal. A Start Campus inaugurou esta sexta-feira o espaço que dá o arranque ao campus de data centers em Sines com capacidade de 1,2 gigawatts (GW), que a empresa informalmente chama “andar modelo” por ser o mais pequeno do investimento de 8,5 mil milhões de euros.

Este primeiro edifício do campus está preparado para tecnologias cloud (nuvem), Inteligência Artificial A e HPC – High-Performance Computing. Os centros de dados considerados de elevada performance de computação (HPC) estão pensados para acolher um conjunto significativo de servidores e supercomputadores para processar massivas quantidades de dados.

O primeiro edifício do projeto (SIN01) está a funcionar desde outubro e, durante a fase de construção, criou aproximadamente 700 postos de trabalho através da sua cadeia de fornecedores. Atualmente, a Start Campus emprega cerca de seis dezenas de pessoas de forma direta.

“É um investimento profundamente empenhado com a sustentabilidade, que vai trazer mais emprego qualificado, diversificando a atividade económica na região e contribuindo para a construção de um ecossistema digital de longo prazo. Junta-se a outros grandes investimentos que têm vindo a demonstrar que Portugal é um país com uma boa proposta de valor para os investidores”, referiu o ministro da Economia, Pedro Reis.

A embaixada dos Estados Unidos em Portugal também esteve presente na cerimónia de inauguração, devido ao capital norte-americano envolvido, que representa “um dos maiores investimentos estrangeiros na história de Portugal”. “É uma mudança de paradigma e estamos orgulhosos de apoiar esta iniciativa, que irá melhorar a conectividade global de Portugal, aprofundar os laços bilaterais e criar milhares de empregos em Portugal e nos Estados Unidos”, assinalou o diplomata Douglas A. Koneff, chargé d’affaires na Embaixada dos EUA em Lisboa.

A construção do segundo edifício do centro de dados em Sines vai começar até ao final deste segundo trimestre, avançou fonte oficial da empresa ao ECO. A segunda fase do projeto de mais de oito mil milhões de euros e 1,2 gigawatts (GW) de capacidade, que estava em licenciamento desde o ano passado, arranca até junho.

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Nuno Tiago Pinto é o novo diretor dos jornais Sol e I

  • + M
  • 4 Abril 2025

Diretor da Sábado até janeiro, Nuno Tiago Pinto assume a liderança dos dois títulos da Newsplex, dirigidos interinamente por Vítor Rainho desde outubro.

Nuno Tiago Pinto, até janeiro diretor da Sábado, é o novo diretor dos jornais Sol e I. “Nesta semana em que, com indisfarçável orgulho, assumo a direção editorial do Nascer do Sol, julgo que é tempo de reafirmar aos nossos fiéis leitores a manutenção do meu — do nosso — compromisso”, escreve esta sexta-feira no primeiro editorial, remetendo para o manifesto dos fundadores do título da Newsplex. “Um jornal que — como os fundadores escreveram na primeira edição — se quer “isento mas não indiferente”, “responsável mas não previsível”, mas também “acutilante”, “moderno”, “irreverente” e “surpreendente“.

O Nascer do Sol e o I eram dirigidos interinamente por Vítor Rainho desde outubro de 2024, altura em que Mário Ramires deixou a direção dos dois jornais.

Os títulos são desde o verão de 2022 detidos pela Alpac Capital, de Pedro Vargas David e Luís Santos, também donos da Euronews.

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