#10YearsChallenge: O que mudou desde 2009, da economia às empresas, até à tecnologia

Viral nas redes sociais, o desafio é comparar o que mudou nos últimos dez anos. Fizemos o desafio para a economia portuguesa. Olhámos para o défice, as empresa, a bolsa e a tecnologia.

Dez anos é muito tempo? Depende do ponto de vista. Muitas coisas mudaram desde 2009 mas, outras nem por isso. Numa altura em que o fenómeno do #10YearsChallenge no Facebook, que convida os utilizadores a partilharem fotografias lado a lado, de como eram há dez anos e de como são agora, se tona viral, o ECO aceitou o desafio. Recordamos o que mudou na economia, nas empresas e na tecnologia, tanto no país como no mundo.

Se uma instituição líder como o BES deixou de existir (dando lugar a um Banco completamente Novo), a radiografia das principais empresas exportadoras do país manteve-se praticamente igual. Mas também surgiram coisas impensáveis para o mundo de há uma década: as trotinetas invadiram as ruas de Lisboa e o nascimento de grandes empresas como a Uber ameaçou o negócio do táxi. No pequeno ecrã, profundas mudanças nos hábitos no entretenimento foram desencadeadas pela plataforma da Netflix. Bem-vindos a esta viagem no tempo.

Défice dá a volta e para melhor


Em 10 anos muito mudou nas contas públicas. No início de 2009, o mundo ainda tentava gerir o impensável: o gigante Lehman Brothers tinha falido no final de 2008 e a crise que começou por ser financeira preparava-se para aterrar na economia. Sem ajuda das receitas fiscais e com uma despesa em níveis elevados (nesse ano os funcionários públicos tiveram um aumento salarial de 2,9% quando a economia mundial já dava sinais de arrefecimento), o Orçamento português entrou numa derrapagem histórica: para falar do défice era preciso escrever um número com dois dígitos. Ficou em 10,2%, em 2008. No primeiro trimestre de 2009 o défice foi de 7,9%.

Hoje 10 anos passados, as notícias sobre as contas públicas já variam entre défice e excedente. No terceiro trimestre de 2018 — o último dado conhecido –, Portugal teve um saldo positivo de 6%, ajudado por uma economia a crescer, um investimento público contido e uma redução dos encargos com juros. As previsões para este ano apontam para um défice quase nulo.

Dívida pública sobe com défice a descer

Apesar de, em 10 anos, o défice ter evoluído de forma positiva, a dívida pública fez um caminho inverso. No primeiro trimestre de 2009, a dívida medida em percentagem do PIB estava em 74,8%. O último dado conhecido, referente ao terceiro trimestre do ano passado, aponta para 125% do PIB.

O que aconteceu neste espaço de tempo? Uma das explicações está nos apoios à banca que mesmo quando não tiveram implicações no défice tiveram de ser registado na dívida. Além disso, neste espaço de uma década, Portugal teve de pedir ajuda externa, que se traduziu num empréstimo de 78 mil milhões de euros. Portugal saldou no final do ano passado a parte que faltava para pagar tudo ao Fundo Monetário Internacional.

Finanças: De Teixeira dos Santos a Mário Centeno

A história dos ministros das Finanças de Portugal de 2009 e de 2019 é a história do défice. Fernando Teixeira dos Santos estava à frente do Terreiro do Paço quando o défice ultrapassou os 10%. Foi ele que empurrou José Sócrates, já em 2011, para o pedido de resgate internacional.

Já Mário Centeno representa o inverso. Foi Centeno que produziu o cenário macroeconómico para o programa eleitoral do PS em 2015, tendo ficado depois disso à frente das Finanças. Centeno ficará para a história como o ministro das Finanças que conseguiu o défice mais baixo da democracia e trabalha até para conseguir fechar 2019 com um excedente orçamental.

Economia: De Manuel Pinho a Pedro Siza Vieira

Manuel Pinho era ministro da Economia quando o ano de 2009 arrancou. Três anos antes tinha anunciado o fim da crise e dito que o que restava saber era “quanto é que a economia vai crescer”. Em 2007, a crise do subprime estoirou nos EUA e o Lehman Brothers faliu no ano seguinte.

Quando 2009 arrancou, o Governo ainda não tinha arrepiado caminho, depois de ter baixado o IVA e aumentado o número de funcionários públicos. No primeiro trimestre de 2009, o PIB caiu 4,3% face ao período homólogo. Agora, com Pedro Siza Vieira a economia está num momento diferente — ainda não recuperou da crise em todos os indicadores –, mas está a crescer. O último dado disponível, referente ao terceiro trimestre do ano passado, mostra um PIB a crescer 2,1% face ao período homólogo, mas em desaceleração. Esta semana, o ministro avisou para que a economia estará a entrar numa “nova fase do ciclo económico”.

Da pensão ao alojamento local

Se há dez anos já era fácil encontrar um lugar para pernoitar, hoje há alojamentos em cada esquina. As palavras “pensão” e “residencial” são cada vez menos frequentes e foram sendo substituídas por “hostel” e “alojamento local”. É o sinal da mudança, sinónimo do peso do turismo. Se em 2009 foram cerca de seis milhões os turistas a pernoitar em território nacional, em 2017 esse número duplicou, atingindo os mais de 12 milhões de turistas.

Maior exportadora? Nada mudou

Em 2009 era a Petrogal, pertencente ao grupo Galp. Em 2019 passou a ser a… Petrogal. A petrolífera nacional mantém-se há vários anos como a maior empresa exportadora de bens em Portugal, mas o valor o valor das exportações não é o mesmo — até porque a refinaria de Sines cresceu (e modernizou-se).

Se, há dez anos, a Galp exportava um total de 1,2 mil milhões de euros em combustível, hoje, multiplicou este valor. No conjunto dos primeiros nove meses do ano passado (último período para o qual já há dados disponíveis), a Galp exportou um total de 5,3 milhões de toneladas de produtos petrolíferos, avaliados em 2,7 mil milhões de euros. A empresa responde por cerca de 6% a 7% das exportações portuguesas, chegando a mais de 50 países.

Preços dispararam nos combustíveis (à boleia dos impostos)

Nem se pode dizer que os combustíveis são os mesmos. É verdade que continua a haver apenas gasolina e gasóleo, mas em ambos os casos passaram, nos últimos anos, a haver os produtos simples, ou seja, sem aditivos, medida que visou baixar os preços pagos pelos consumidores nos postos de abastecimento. Apesar dessa medida, certo é que os preços estão, atualmente, bem mais altos do que há dez anos.

Se para comprar um litro de gasolina bastavam pouco mais de 1,20 euros, e para o gasóleo era era preciso mesmo menos de um euro, atualmente os valores são bem mais elevados. Com o peso da fiscalidade a aumentar nos últimos anos, e apesar dos preços do petróleo em torno dos 60 dólares por barril, a gasolina custa 1,50 euros, já o diesel está em torno dos 1,40 euros por litro.

O mau e o bom banco

O país já estava mergulhado numa recessão e os bancos foram os primeiros a pagar a fatura do subprime. Em 2009, o país apanhava os cacos do BPN e o BPP que caíram com estrondo. O BES, na altura, depois de uma injeção de capitais, ombreava e discutia com o BCP o estatuto de maior banco português cotado em bolsa. A banca já enfrentava problemas de rentabilidades e procurava novas fontes de receitas. Ricardo Salgado foi um dos banqueiros, nesse ano, a defender que se deveria taxar a utilização do Multibanco. Nas televisões, Cristiano Ronaldo dava a cara pela Conta Rendimento CR do BES. Dez anos volvidos, o BES não existe. Foi alvo de uma resolução em 2014, tendo os ativos mais tóxicos ficado no BES que foi para liquidação, e os restantes para uma nova instituição bancária que hoje opera com a marca Novo Banco.

Da primeira liga ao zero

O ano de 2009 era de stress para a banca nacional mas o Banif, então com pouco mais de duas décadas de existência, ainda jogava na primeira liga da banca nacional. Estava cotado na bolsa de Lisboa e, nesse ano, concretizava uma série de operações que alargavam a sua dimensão: incorporou as sociedades que constituíam o Grupo Tecnicrédito, entre elas o Banco Mais, e concluiu o acordo que selou a compra das seguradoras Global e Global Vida, passando, assim, a integrar o grupo dos cinco maiores players do setor segurador em Portugal.

À semelhança do que aconteceu com o BES, dez anos depois, também o Banif deixou de existir. Os ativos e passivos do banco foram vendidos, no final de 2015, ao Santander Totta por 150 milhões de euros, preço que representou um desconto de 75% face ao seu valor real. Hoje, tudo o que resta do Banif está na Oitante, a entidade que ficou a gerir os ativos tóxicos do banco madeirense e que, nos últimos anos, tem vindo a vender estes ativos.

De Constâncio a Costa são dez anos de distância

Vítor Constâncio cumpria já os últimos meses do mandato enquanto governador do Banco de Portugal quando o sistema financeiro nacional sofreu os primeiros impactos da crise. Há 10 anos, o Governo tinha acabado de nacionalizar o BPN, decisão que teve o apoio do supervisor. E o BPP acabava de falir. Constâncio não ficaria em Portugal no período da crise que se seguiu. Foi a partir de Frankfurt que assistiu aos colapsos de BES e Banif, quando ocupava o cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu.

Para o lugar de Constâncio entrou Carlos Costa, em 2010. Mantém-se como governador do Banco de Portugal até hoje — foi reconduzido em 2015. Tanto Constâncio como Costa têm sido criticados pela sua atuação enquanto supervisores, sobretudo por não terem antecipado os problemas na banca cuja fatura ascende a mais de 17 mil milhões.

10 anos que fizeram história na CMVM

As réplicas da crise do subprime faziam-se sentir em Portugal, com a banca a ser uma das maiores dores de cabeça de Carlos Tavares que liderava a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). No início de 2009, o atual presidente do Montepio falava da responsabilidade dos bancos centrais na crise, mas tinha a “bater à sua porta” os clientes lesados do BPN e do BPP, instituições que derrocaram no final de 2008. Procuravam uma solução para as poupanças perdidas que tinham aplicado em produtos financeiros dos dois bancos.

Dez anos depois, Gabriela Figueiredo Dias faz história ao ser a primeira mulher escolhida para liderar o regulador, cargo que ocupa desde 2016. Mas muitos dos problemas que enfrenta são semelhantes aos de 2009. Os clientes lesados da banca continuam a “bater-lhe à porta”, mas mudaram os alvos. Depois de ter de encontrar uma solução para os lesados do BES, ainda falta um desfecho para os clientes defraudados pelo antigo Banif. As mudanças da regulação dos produtos financeiros que decorrem e as criptomoedas apresentam-se como alguns dos maiores desafios que enfrenta.

De Athayde Marques à Euronext Lisbon de Isabel Ucha

Os mercados financeiros foram afetados pela crise do subprime de 2008 e a bolsa de Lisboa também não escapou à razia. Ainda assim, Miguel Athayde Marques, então presidente da Euronext Lisbon, pôde assistir a uma forte recuperação bolsista em 2009. As 72 cotadas chegaram ao final do ano com uma capitalização bolsista de 172 mil milhões de euros, uma valorização de 50% face a 2018.

Tudo parecia entrar novamente nos carris, mas não. Primeiro foi a Irlanda, depois a Grécia e, por fim, Portugal: as crises das dívidas soberanas fizeram vítimas no mercado. Dez anos depois, desapareceram bancos e empresas da bolsa. Cimpor, Brisa e BES estão entre as grandes saídas. Hoje há 57 cotadas. Também houve mudanças na liderança da gestora da bolsa de Lisboa. Luís Laginha de Sousa foi quem esteve mais tempo (2010-2016). Seguiram-se Maria João Carioca e Paulo Rodrigues da Silva com passagens mais curtas. Isabel Ucha chegou no primeiro dia do novo ano.

Dez anos para o PSI-20 ser PSI-18

Em dez anos, muito mudou na bolsa portuguesa. Entraram empresas para o mercado, mas o número de saídas foi maior. E o resultado é bastante percetível no desenho do índice de referência. Se em 2009 a composição do PSI-20 respeitava o nome, tal hoje não acontece. A perda de atratividade do mercado nacional e a falta de liquidez faz com que a meta dos 20 títulos não seja preenchida. O índice dispõe atualmente de apenas 18 cotadas. E a respetiva composição também é muito diferente.

Há dez anos, a banca era um dos setores mais representados, mas dos três títulos – BCP, BES e BPI – apenas o BCP resiste no PSI-20 e na bolsa. Brisa e Cimpor também deixaram de estar cotadas, enquanto outros foram despromovidos da principal montra da bolsa nacional (Sonae Indústria, Sonaecom e Teixeira Duarte). Outras mudaram de nome, como o caso da Portugal Telecom que deu lugar à Pharol que, entretanto, emagreceu bastante em valor de mercado, enquanto a Portucel passou a chamar-se The Navigator. Foi dado assim espaço para a promoção progressiva de títulos como a Ibersol, a Corticeira Amorim, a Sonae Capital, a F. Ramada e o CTT que só entrou para a bolsa em 2013. Mas há coisas que se mantêm quase na mesma. Dez anos depois, a EDP continua a ser a cotada mais valiosa da bolsa nacional, valendo mais de 11 mil milhões de euros. Galp, EDP Renováveis e BCP também mantêm-se entre as mais valiosas.

Mais pequenas e mais perto do consumidor

Nasceu em 1989, mas não era ainda do Grupo Jerónimo Martins. Foi só em 1993 que a insígnia Feira Nova passou para o grupo então liderada por Alexandre Soares dos Santos, mas não durou duas décadas. Era a marca dos hipermercados, que coexistia com uma outra, o Pingo Doce, mais virada para as pequenas lojas da retalhista.

Em 2010 acabou por desaparecer, passando todas as lojas da empresa agora liderada pelo filho, Pedro Soares do Santos, a ostentarem a marca Pingo Doce. Uma mudança que coincidiu com uma alteração profunda no conceito de lojas. Mais pequenas, com prateleiras mais baixas… tudo para as aproximar do consumidor. Uma lógica que perdura nas 422 lojas do grupo.

Ainda se lembra da TMN?

Em 2009, a Portugal Telecom (PT) não era apenas uma das maiores empresas do país. O seu presidente executivo de então, Zeinal Bava, recebia, ano após ano, prémios de gestão, chegando mesmo a ser considerado o melhor CEO da Europa no setor das telecomunicações. Nesse ano, a PT lançava a estratégia de fibra ótica, ao mesmo tempo que criava uma nova imagem institucional de marca. A TMN ainda existia e contava com sete milhões de clientes.

Da fusão com a brasileira Oi ao desaparecimento da empresa foi um pulo, num processo acelerado pelo colapso do BES, acionista de referência da PT. Em maio de 2014, logo depois de transferir os seus ativos (como as marcas Meo e Sapo) para a Oi, a PT declara que tinha investido um total de 897 milhões de euros em papel comercial da Rioforte, um montante que, por sua vez, a empresa do universo Espírito Santo não conseguia reembolsar. É neste mesmo ano, em outubro, que começam a ser divulgadas as primeiras notícias sobre o interesse da Altice em comprar a PT à Oi. Esta operação ficou concluída em 2015 e, daí até a histórica empresa portuguesa deixar de existir por completo, também não demorou muito. A PT passou a ser Altice Portugal no ano passado e, hoje, sobram as marcas: Meo, PT Empresas, Sapo, Moche e Uzo.

O novo transporte da cidade

A paisagem citadina da capital portuguesa mudou muito ao longo da última década. Mas há um elemento que agora é predominante e que, há dez anos, ninguém conseguiria prever: as ruas de Lisboa estão repletas de trotinetas. Foi na segunda metade do ano passado que, em poucas semanas, estes velocípedes “invadiram” a via pública. Primeiro foi a Lime (que tem a Uber como acionista), depois foi a Hive e, agora, são já pelo menos quatro no total, bem como mais de uma dezena de outras empresas interessadas. As trotinetas elétricas partilhadas querem afirmar-se como o novo meio de transporte nas grandes cidades e, ao longo de 2019, não será surpresa se mais empresas deste género conseguirem licença para operar em Lisboa.

Tem preferência pela rádio? E a temperatura?

A Uber é hoje vista como a principal alternativa ao táxi. Mas o que muitos não sabem é que o conceito nasceu precisamente em 2009, há dez anos, numa altura em que o smartphone ainda tinha um longo caminho pela frente para se afirmar como um dos objetos mais importantes para milhares de milhões de pessoas. Foi nesse ano que os norte-americanos Travis Kalanick e Garret Camp criaram o conceito do serviço que vale agora milhares de milhões de dólares: uma aplicação que permitisse chamar transporte privado, para que toda a gente pudesse ter uma espécie de motorista particular.

Dez anos depois, a Uber prepara-se para entrar na bolsa e, após vários anos de braço de ferro com os taxistas no mercado português, viu a atividade ser reconhecida legalmente como um novo negócio, diferente do do setor do táxi.

De 400 a mais de 70 mil no Web Summit

Quando Paddy Cosgrave decidiu organizar o primeiro Web Summit, em 2009, poucas centenas de pessoas estiveram presentes. O evento cresceu ao longo dos anos e fez com que Lisboa passasse a estar em destaque a partir de 2016, ano em que a maior conferência de tecnologia e empreendedorismo decidiu mudar-se da capital irlandesa para a portuguesa. Em 2018, tudo mudou outra vez: as despedidas do evento, que na última edição juntou mais de 70 mil assistentes em Lisboa, foram adiadas pelo menos até… 2028. Segundo estimativas do Governo, o Web Summit gera cerca de 300 milhões de euros na economia portuguesa.

iPhone vs. iPhone

Há dez anos, nem todos estavam cientes da transformação que a tecnologia viria a causar na sociedade e na economia. Nesta altura, em Portugal, a própria ideia de um ecrã tátil num telemóvel não era consensual. Mas a Apple já tinha apresentado duas edições do iPhone, despertando as atenções, tanto pelo hardware como pelo software. Em junho de 2009, Steve Jobs apresentava mais um novo modelo: o iPhone 3GS, que suportava ligações mais rápidas à rede móvel e que apostava na rapidez para cativar os fãs. Uma década depois, o ecrã de 3,5 polegadas do iPhone 3GS mais do que duplicou de tamanho: o XS Max, lançado no final de 2018, tem 6,5 polegadas. E o aspeto também mudou significativamente.

O seu jantar, qualquer que seja, vem… de mota

Em 2009, pedir uma refeição ao domicílio era algo à distância de uma chamada telefónica para uma empresa como a Telepizza. Dez anos depois, muitos dos restaurantes já estão presentes em plataformas como a Uber Eats e a Glovo, que também funcionam nos telemóveis, mas de forma bem diferente. Agora, é possível saber em tempo real o estado da encomenda, trocar mensagens com o estafeta e saber quão distante está do destino escolhido.

O televisão como nunca a vimos

O entretenimento mudou muito na última década. Há dez anos, o fenómeno da pirataria estava ao rubro e decorria já a quinta temporada de Lost, a série televisiva que revolucionou o pequeno ecrã desde que foi criada em 2004. Em contrapartida, muitos preferiam esperar pela transmissão dos episódios na televisão, em canais como a RTP 2, por exemplo, ou mesmo no cabo.

A plataforma da Netflix veio deitar abaixo o paradigma e, agora, são aos milhões os que preferem ver o que querem e quando querem, ao invés de estarem presos às grelhas de programação da TV linear. O tipo de ecrã também mudou muito: agora, até um telemóvel serve para ver uma série, desde que tenha uma ligação à internet.

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