A construção caiu com os bancos. Para não voltar a cair, tem de mudar quem a paga, escreve o economista Pedro Santa Clara.
Nas últimas semanas, milhares de pessoas saíram à rua em Lisboa, no Porto, em Coimbra, em Braga e noutras cidades a pedir casas que possam pagar. Montaram tendas na Praça D. João I e no Rossio e, a 24 de outubro, encheram a Avenida da Liberdade. Têm razões para isso.
Segundo o INE, as casas custam hoje duas vezes e meia o que custavam em 2017, e no segundo trimestre deste ano subiram 16,5% num ano, a maior subida da União Europeia,…
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A grua e o banco
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