Kremlin pode ter informação comprometedora sobre Donald Trump

Os serviços secretos dos EUA sabem que Moscovo tem dossiês com informação pessoal e financeira sobre Donald Trump, diz a CNN. Trump e o Kremlin desmentem.

É a notícia que está a marcar a atualidade norte-americana esta quarta-feira. Estarão a circular documentos confidenciais entre as agências de serviços secretos, os membros do Congresso e outros responsáveis oficiais com informação não verificada de que a Rússia tem na sua posse dossiês com informações pessoais e financeiras que podem comprometer o presidente eleito Donald Trump. A informação foi confirmada pela CNN com “várias fontes”.

As alegações terão sido apresentadas na última semana a Barack Obama e ao próprio Donald Trump sob a forma de uma sinopse de duas páginas, anexada a um relatório sobre a suposta interferência dos russos nas eleições presidenciais. As informações sobre Trump, escreve a CNN, terão sido compiladas por um ex-agente britânico dos serviços secretos com credibilidade aos olhos dos serviços de inteligência dos Estados Unidos.

A ideia dos serviços de inteligência será mostrar que o Kremlin terá informação que pode ser prejudicial para o novo presidente e para os republicanos, mas também para Hillary Clinton e para o Partido Democrata. Além disso, segundo a cadeia de televisão, alguns oficiais veem nisto mais uma prova de que a Rússia tentou ajudar na eleição de Trump, apenas revelando informação danosa à campanha da democrata.

Na sinopse consta ainda que os representantes de Donald Trump terão mantido contactos com Moscovo durante a campanha eleitoral, indica a CNN, citando duas fontes oficiais. Donald Trump já reagiu no Twitter, dizendo que as notícias “são falsas”. “É totalmente uma caça política às bruxas!”, escreveu. Entretanto, o Kremlin também já desmentiu que tenha dossiês com informação comprometedora, nem de Donald Trump nem de Hillary Clinton, segundo a CNBC.

Com as informações avançadas pela CNN, o BuzzFeed conseguiu e publicou o dossiê completo com as alegações de que o governo russo tem “cultivado, suportado e assistido” o presidente Trump durante vários anos. No entanto, o facto de as informações não serem verificadas nem confirmadas lançou um debate sobre se a comunicação social deve ou não publicar este tipo de informação.

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