BPI vai fechar mais sete balcões no final de junho

  • Lusa
  • 1 Junho 2017

Queluz, Massamá, Cascais, Sesimbra, Ponte de Lima, Pinheiro Manso e Camões vão perder balcões do BPI.

O BPI vai fechar mais sete balcões no final de junho, segundo a decisão a que a Lusa teve acesso, naquele que é mais um passo na redução da dimensão do banco agora controlado pelo espanhol CaixaBank.

As sete agências a fechar são Queluz-Estação, Massamá-Norte, Cascais-Cidadela e Santana (Sesimbra), a Sul de Portugal, e Ponte de Lima, Pinheiro Manso e Camões (ambas no Porto), no norte do país, segundo informação interna a que a Lusa teve acesso.

O BPI já reduziu nos últimos anos a sua dimensão, tanto com fecho de agências como com a saída de milhares de trabalhadores em rescisões por mútuo acordo e reformas, mas este processo de emagrecimento ainda vai continuar, nomeadamente tendo em conta os planos do grupo bancário espanhol CaixaBank, que desde fevereiro controla mais de 80% do banco português.

Desde já, está em curso um novo processo de redução de efetivos. Fontes sindicais indicaram à Lusa que deverão sair 400 trabalhadores, através de rescisões por mútuo acordo e mais 200 através de reformas antecipadas.

Quanto à rede de agências, no final de abril, o futuro presidente do BPI, o espanhol Pablo Forero, disse que está “contente” com a rede de cerca de 500 balcões, mas admitiu encerramentos pontuais.

“Os 500 balcões que temos é um número razoável, podemos tecnicamente abrir uns e fechar outros, mas a rede de balcões não é parte das sinergias”, afirmou o gestor na conferência de imprensa de apresentação de resultados do primeiro trimestre, período em que o banco teve prejuízos de 122,3 milhões de euros devido ao impacto da venda parcial do Banco de Fomento de Angola (BFA) à operadora angolana Unitel.

O BPI tinha, no final de março, 5.445 trabalhadores e 538 agências em Portugal, menos sete agências do que no final de dezembro de 2016, isto já somando a rede de balcões de retalho, centros de investimento e de empresa e ainda os balcões da sucursal de Paris, que para as contas são integrados na operação doméstica.

Desde que comprou a maior parte do BPI que o CaixaBank iniciou um processo visando a reestruturação do banco, desde logo lançando o “plano de 100 dias” com vista a saber onde fazer mudanças na operação para cortar custos e aumentar receitas.

Na semana passada, a Lusa noticiou que a comissão executiva do BPI aprovou a reorganização interna do banco, que terá efeitos a partir de junho.

Entre as alterações, é criada a unidade de banca corporativa e de investimento, que “integra os 25 principais grupos empresariais portugueses e as áreas de produtos de banca de investimento”, e a área de banca de investimento fica obrigada a reporte direto a Espanha.

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