Que projeto é este?

  • ECO
  • 8 Junho 2017

Pensado por duas sociólogas e um jornalista, "Que número é este?" é uma forma mais simples e direta de olhar para os números, sem que eles sejam bichos de sete cabeças.

Quanto em relação ao total? Qual é o potencial? Quando vale hoje? Quanto vale x? Traduzindo? Dados sobre os dados? Sim, leu bem, isso mesmo. Os números são coisa simples… para quem sabe. Por isso, e porque as tabelas e estatísticas não são bichos de sete cabeças, a Fundação Francisco Manuel dos Santos decidiu juntar duas sociólogas — Maria João Valente Rosa e Luísa Barbosa — e o jornalista Ricardo Garcia para publicar “Que livro é este? – Um guia sobre estatísticas para jornalistas“.

Ainda que, segundo o jornalista Ricardo Garcia, a publicação seja bastante mais abrangente do que apenas para jornalistas, o profissional acredita que o livro pode funcionar como uma importante ferramenta de trabalho. “Quando falamos de estatísticas pensamos logo em coisas complicadas, mas não é nada disso, o livro é uma introdução, é um manual do utilizador”, explica, em entrevista ao ECO.

Pensado a partir da plataforma Pordata — que já faz muitos cursos de literacia estatística para jornalistas –, surgiu a ideia de transformar esses conteúdos programáticos num objeto: um livro. Nasceu então o “Que número é este?

A Fundação Francisco Manuel dos Santos e o ECO iniciam hoje uma parceria com a publicação semanal de um vídeo sobre cada uma das temáticas abordadas no livro. Esta semana iremos aprender como calcular percentagens.

O livro de 22 capítulos é um manual para as estatísticas e está disponível download gratuitamente no site da Fundação.

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O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

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António Costa
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