Moscovici ambiciona ser presidente da Comissão Europeia

"A candidatura à presidência da Comissão poderia interessar-me", reconheceu Pierre Moscovici, numa entrevista ao jornal alemão, Die Welt. Mas a fazer campanha será para ganhar, diz.

O comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários, Pierre Moscovici, reconheceu que está “interessado” numa eventual sucessão a Jean-Claude Juncker na presidência da Comissão Europeia.

 

“A candidatura à presidência da Comissão poderia interessar-me”, disse Pierre Moscovici, numa entrevista ao jornal alemão Die Welt, e citada pela AFP. “Mas imporia condições. Não quero fazer campanha por fazer, mas antes com a ambição de ganhar“, precisou o responsável que aos 59 anos, considera que a “experiência” que tem, enquanto deputado e comissário europeu, mas também pelas pastas que assumiu em França (foi ministro da Economia e dos Assuntos Europeus), fazem dele um bom candidato para suceder a Juncker que já fez saber que não pretende disputar um segundo mandato.

“Disponho da experiência necessária para me qualificar como candidato”, sublinhou nessa entrevista, reiterando que essa eventual candidatura à liderança da Comissão “não é a única hipótese em consideração”: “Poderia muito bem fazer qualquer outra cosa”, disse, sem adiantar mais detalhes.

"Disponho da experiência necessária para me qualificar como candidato.”

Pierre Moscovici

comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários

Moscovi defende que a “social-democracia na Europa está em crise”. “Falta-lhe determinação, uma direção clara e uma ideia. A questão é saber se podemos reconstruir tudo isto em dois anos?”, questiona o comissário que é membro do Partido Socialista francês, que sofreu pesadas derrotas eleitorais em França — presidenciais e legislativas.

Juncker anunciou em fevereiro à rádio pública alemã que não iria disputar um segundo mandato em 2019, ano em que estão previstas as eleições europeias. O futuro de Moscovi estará condicionado pelos resultados destas eleições e da maioria que for obtida. O antigo primeiro-ministro luxemburguês tornou-se presidente da Comissão em novembro de 2014, designado pelos Chefe de Estado e de Governo europeus e depois confirmado pelo Parlamento Europeu, isto depois de ter presidido o Eurogrupo durante longos anos.

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