Oi volta a adiar assembleia de credores

Operadora brasileira adiou pela segunda vez a assembleia geral de credores, o que vai permitir que mais obrigacionistas portugueses possam aceder ao programa de lesados do caso PT/Oi.

A assembleia-geral dos credores da operadora brasileira Oi voltou a ser adiada, desta vez a pedido do administrador judicial, devendo realizar-se no dia 10 de novembro e não no dia 6 como estava anteriormente agendado.

Esta reunião de obrigacionistas esteve inicialmente prevista para ocorrer no dia 27 de outubro, mas foi adiada para 6 de novembro no último fim de semana devido aos problemas que vários credores registaram para aceder ao programa que visa ressarcir os lesados do caso PT/Oi. Agora foi adiada pela segunda vez.

“A Oi – Em Recuperação Judicial (…) informa que a pedido do administrador judicial (…), determinou o adiamento da data da Assembleia Geral de Credores (“AGC”), que se realizaria no dia 06.11.2017, em primeira convocação, para o dia 10.11.2017″, comunicou esta segunda-feira à noite a telecom brasileira onde a portuguesa Pharol detém uma participação de 27%.

A data da segunda assembleia-geral mantém-se para o dia 27 de novembro em segunda convocatória.

Com este adiamento por mais alguns dias os pequenos obrigacionistas portugueses ficam com mais tempo para que possam aderir ao programa que permite reaver até 13.400 euros do investimento que foi feito.

A solução encontrada pela Oi para ressarcir os pequenos credores portugueses previa que estes pudessem reaver um máximo de 50 mil reais, o equivalente a pouco mais de 13.400 euros, do montante que investiram. O prazo para a aceitação deste acordo era 19 de outubro, mas vários credores queixaram-se de não terem sido contactados ou de não conseguirem contactar os responsáveis. Isto porque a sociedade de advogados em causa não conseguiu dar resposta ao elevado número de pedidos que lhe foram remetidos.

A Candeias & Associados representa cerca de 800 obrigacionistas em Portugal, mas o número de lesados que manifestaram vontade de aderir ao programa de ressarcimento é muito superior, diz a mesma sociedade de advogados.

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