Automóveis de teste da Tesla terão sido usados para minerar criptomoedas

Hackers encontraram uma conta da Tesla na cloud sem password e usaram o serviço para minerar moedas digitais. Alguns carros de teste da empresa terão sido comprometidos.

O problema não terá afetado carros vendidos pela empresa e detidos por clientes. Só veículos de teste.Elon Musk/Tesla/Twitter

Alguns automóveis da Tesla poderão ter sido usados para minerar criptomoedas, na sequência da invasão por desconhecidos de uma conta da empresa na cloud da Amazon. Segundo a fabricante, o problema ter-se-á limitado a carros usados pela Tesla para testes e não afetou automóveis adquiridos e usados por clientes.

O caso foi descoberto por uma startup de cibersegurança, chamada RedLock. Os especialistas encontraram uma conta na cloud que não tinha password e pertencia à Tesla, mas aperceberam-se de que a mesma já tinha sido descoberta por alguém. Terá sido esse “alguém” a instalar nos servidores um programa para minerar criptomoedas, ou seja, usar os recursos daquelas máquinas para gerar novas moedas virtuais a seu próprio proveito, às custas da Tesla. Como consequência, alguns automóveis de testes da marca poderão ter tido os computadores de bordo a minerar criptomoedas também.

A descoberta desta conta da Tesla totalmente exposta na internet fez parte de um programa de “caça aos bugs”, ou bug bounty. Em linhas gerais, é um método em que as empresas permitem a terceiros que explorem e encontrem vulnerabilidades nas respetivas infraestruturas, pagando por cada erro encontrado. Quem se dedica a esta atividade é obrigado a reportar os problemas às empresas antes de os levarem a público, para permitir que os mesmos sejam corrigidos.

Foi o que aconteceu. A Tesla tratou do problema e, à Business Insider, fonte oficial indicou: “Nós temos um programa de bug bounty para encorajar este tipo de investigações e resolvemos esta vulnerabilidade poucas horas depois de tomarmos conhecimento do mesmo.” A empresa acrescentou ainda: “O impacto parece ter sido limitado a veículos internamente usados por engenheiros para testes e a nossa investigação inicial não encontrou indícios de que a privacidade dos clientes ou a segurança dos veículos tenha sido, de alguma forma, comprometida.”

Segundo o jornal, a invasão poderá ter comprometido, ainda assim, informação gerada e detida pela Tesla relativamente a telemetria, mapeamento e serviços associados aos automóveis elétricos que a empresa faz e comercializa. Estes dados representarão propriedade intelectual da empresa que, caindo nas mãos erradas, pode tornar-se numa grande dor de cabeça para a empresa liderada por Elon Musk.

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