Pingo Doce quer entregar comida em casa, como a Uber Eats e Glovo

  • ECO
  • 30 Março 2018

Perante o forte crescimento das encomendas de refeições prontas a comer, a retalhista da Jerónimo Martins abre a porta a fazer entregas também em casa.

O negócio das refeições está a correr bem. Tanto as refeições servidas nos restaurantes das lojas como as de take away crescem a um ritmo acelerado que levam o Pingo Doce a admitir começar a fazer também entregas em casa. Na calha poderá estar um serviço idêntico ao da Uber Eats ou da Glovo. Ou com uma app própria ou com uma já existente.

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João Freitas, responsável pela área de negócio de soluções de refeições da retalhista da Jerónimo Martins (que inclui restaurantes nas lojas, pronto a levar e encomendas), avança ao Expresso que, este ano, as três cozinhas do Pingo Doce deverão produzir, juntas, 10 mil toneladas de pratos, sobremesas e sopas.

Há um crescimento tanto nas refeições dos restaurantes dos supermercados como nas encomendas que são feitas nas lojas ou por telefone. Neste sentido, e para responder ao sucesso deste negócio, João Freitas revela que a ideia é começar a fazer entregas também em casa e num curto espaço de tempo, como acontece na Uber Eats e a Glovo.

Há hipótese de fazer essas entregas em casa com uma aplicação própria ou com uma já existente. Já estamos, por exemplo, no Mercadão. Há um grande crescimento da comida pronta a comer, e o futuro é a entrega ao domicílio”, avança João Freitas, sem, no entanto, contabilizar o investimento que estará envolvido nesta aposta.

E também não avança uma data. É preciso ajustar a oferta perante o expectável aumento da procura com essas entregas em casa. “Estamos a produzir a mais de 80% da capacidade instalada, e só vamos dar esse passo quando tivermos capacidade para dar resposta às entregas em casa”, diz.

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